Para saber como anda a saúde pública em nosso país, não é preciso fazer pesquisa na internet não. Entre em um posto de saúde (USB) e repare na maneira como é atendido, nas salas de espera, no estado de conservação e limpeza dos ambientes, na demora para conseguir ser consultado, no diagnóstico médico e na disposição de remédios gratuitos, que nem sempre os serviços públicos possuem em seu estoque.
Mostrando postagens com marcador Crônicas de Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crônicas de Opinião. Mostrar todas as postagens
domingo, 22 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Fisioterapeuta consciente para um futuro descente!
O blog InfoFisio formulou uma enquete para saber a opinião dos fisioterapeutas sobre a Resolução 387/2011, que fixa os parâmetros assistenciais fisioterapêuticos, isto é, dispõe sobre o número máximo de atendimentos por turno de trabalho nas diversas especialidades da Fisioterapia.
No resultado, impressionou-me o percentual de 47% dos votantes, praticamente a metade, não conhecerem, ou seja, não saberem do que trata a citada Resolução.
Esse número expressivo de fisioterapeutas ou acadêmicos de cursos de Fisioterapia que não tem conhecimento de normatização da assistência fisioterapêutica aponta uma cruel realidade de apatia profissional que circunda a nossa prática, de forma mais específica, da realidade do nosso Estado. Na Paraíba, é inquestionável o crescimento do número de profissionais na última década. Dispomos de mais de dez instituições de formação em Fisioterapia. Atuamos nas diversas aéreas e ocupamos variados espaços terapêuticos. O nosso trabalho é extremamente reconhecido pelos nossos usuários, bem como pelos demais profissionais da equipe multidisciplinar em saúde.
No entanto, nesse cenário profissionalmente próspero, o fisioterapeuta não conhece as bases legais de sua profissão, não reconhece os avanços normativos dos últimos anos, pior, nem os conhece.
Entendo que o mercado de trabalho é individualista e desagregador, mas percebo que conosco o individualismo e a desagregação já estão presentes na formação acadêmica. Formamos técnicos capazes, competentes e preparados para ocupar o seu espaço no mercado de trabalho, mas não formamos, em grande número, fisioterapeutas fortalecedores da Fisioterapia.
O que há conosco? Por que é tão difícil reconhecer a nossa identidade enquanto trabalhadores em saúde?
Vivemos um tempo em que não se reconhece a necessidade e a importância do fortalecimento das representações profissionais. Experimentamos a crítica não-construtiva e a concorrência desagregadora. Entendo que o momento é de resgate e agregação, de uma energia inovadora que nos impulsione não apenas para frente, mas também para cima.
Que sejamos uma profissão reconhecida pela força e compromisso dos nossos fisioterapeutas com e para a Fisioterapia.
Iara Lucena
Conselheira do Crefito1 na Paraíba
domingo, 25 de março de 2012
A Síndrome de Down e o pré conceito: De Kalil em Kalil um dia a gente aprende
Há
algumas semanas me deparei com a seguinte notícia em todos os jornais, sites e
redes sociais “Jovem Portador de Síndrome
de Down é Aprovado no Vestibular da Universidade Federal de Goiás” e fiquei
pensando se tal notícia seria uma maneira apenas de informar à população sobre
a capacidade dos portadores de Down ou se uma forma de demonstrar o nível de
desconhecimento (e surpresa) e até de preconceito da população em geral sobre
os portadores desta síndrome.
O primeiro passo para reverter a
atual situação seria informar às pessoas sobre o que é a Síndrome de Down (SD).
Todos nós temos em nosso DNA, pares de componentes genéticos chamados de cromossomos
numerados de 1 a 23, os quais possuem as nossas características físicas,
intelectuais e etc. De maneira simples podemos dizer que a SD é gerada devido a
um erro genético produzido pela presença de um cromossomo de número 21 a mais,
ou seja, em vez de termos um par cromossômico, temos uma trissomia. Esse
distúrbio ocorre, em média, em 1 a cada 800 nascimentos, não distingue raça,
cor ou classe social e tem maiores chances de ocorrer em mulheres que
engravidam quando estão mais velhas.
Os olhos amendoados, a face
achatada, o pescoço curto, os dedos das mãos menores e o maior relaxamento
muscular são características comuns. A possibilidade de ter doenças associadas
– como problemas cardíacos e respiratórios, alterações auditivas, de visão e
ortopédicas – também está presente nesses indivíduos.
A síndrome de Down é diagnosticada
logo após o nascimento pelo pediatra que analisa as características físicas
comuns à síndrome, entretanto, a SD pode ser diagnosticada ainda durante a
gestação por meio do exame genético, realizado por um especialista. Não existem
graus da Síndrome de Down, porém o ambiente familiar, a educação e a cultura em
que a criança está inserida influenciam muito no seu desenvolvimento, ampliando
as possibilidades dessa criança evoluir sem grandes dificuldades.
Os portadores da Síndrome de Down
apresentam sim um atraso no seu desenvolvimento motor e pode apresentar déficit
cognitivo de leve a moderado, porém, o que poucos sabem é que essas alterações
não impedem eles de terem uma vida normal. Sim, as crianças com Down podem e
devem freqüentar escolas regulares; os adolescentes podem ter uma vida social
normal e os adultos podem estudar, trabalhar e casar-se, por exemplo.
O Kalil Assis Tavares é um jovem de 21 anos e
mostrou ao Brasil e ao mundo a potencialidade dos portadores da Síndrome de
Down. Assim como qualquer pessoa “normal” que teve oportunidade de ter uma
educação digna, ele foi capaz de ser aprovado no vestibular de uma universidade
federal.
O que me chama a atenção nessa
história não é o fato dele ter alcançado o objetivo de muitos jovens brasileiros
que se esforçam e buscam uma vaga numa universidade pública, mas sim o desconhecimento
das pessoas e que em pleno século XXI ainda é possível perceber o preconceito
da maioria delas diante do diferente, do desconhecido. As pessoas julgam sem
conhecimento, investem em um “achismo” baseado no nada, ou fundamentado no
arcaico entendimento anterior ao século XIX, quando pais e professores não acreditavam na possibilidade da alfabetização e
esses portadores de SD eram rotulados como doentes e, portanto, excluídas do
convívio social.
A Síndrome de Down não pode continuar
sendo interpretada como retardo mental, apesar dos portadores apresentarem um
déficit cognitivo variável, isso não os impede de ter uma vida totalmente
normal. Mas o que é normal? O normal é uma designação inespecífica, subjetiva e
altamente sujeita ao erro, principalmente quando interpretada por pessoas
equivocadas ou extremamente preconceituosas. Não se pode admitir discriminar,
admite-se incluir. Os portadores da Síndrome de Down precisam sentir-se
acolhidos socialmente, não como pessoas “especiais”, mas como cidadãos inteligentes,
dignos, politicamente ativos e críticos, envolvidos numa sociedade banalizada e
pronta para indevidas rotulações e ausente no seu papel de sociedade acolhedora.
Sim, os portadores da Síndrome de Down são especiais, não por nada, mas por
representarem uma luta constante contra o preconceito e a injustiça!
Supervisão de texto:
Luan César Simões
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Filhos do mesmo Brasil: Uma breve reflexão sobre acessibilidade.
Quantas vezes você já estacionou numa vaga para deficientes físicos ou já viu alguém parar na frente de uma rampa de acesso? Agora me diga se você já se viu impossibilitado de ir a algum lugar porque não tinha transporte adequado ou porque o caminho até este local está impróprio para o seu deslocamento? Essa é uma reflexão simples quando algo não nos atinge e quando nos colocamos na pele daquele que sofre com o tal problema. Hoje falo de acessibilidade.
Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informações, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.
Não é difícil de se deparar com as situações citadas acima, bem porque, segundo o senso de 2000, no Brasil temos 24,5 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total sendo portadora de alguma deficiência física. Esses dados não consideram aqueles que experimentam a deficiência temporariamente como gestantes, obesos, dentre outros (imagine se contabilizássemos).
Será que as cidades brasileiras estão prontas para "acolher" essa demanda de pessoas que necessitam de uma infraestrutura específica? Será que nós estamos prontos para dividir os espaços e fazer valer a acessibilidade? Muito se tem evoluído, tem-se feito bastante, mas muito ainda depende de uma ordem judicial para que se faça cumprir as leis.
O Ministério da Saúde lançou em 2002 a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência objetivando proteger a saúde da pessoa com deficiência; reabilitar a pessoa com deficiência na sua capacidade funcional e desempenho humano, contribuindo para a sua inclusão em todas as esferas da vida social; e prevenir agravos que determinem o aparecimento de deficiências. Se não fosse as ONGs e demais instituições, não sei o que seria daqueles que necessitassem do governo para obter a sua recuperação e consequente qualidade de vida.
A acessibilidade deve ser muito além do que o acesso físico; acessibilidade deve nascer dentro de cada um, visando ao apoio e auxílio para aqueles que necessitam. Quem sabe um dia haverei de reconhecer que meu país seja digno o bastante para tratar seus filhos igualitariamente, sem restringir, sem impossibilitar e sem excluir. Quero viver para ver o dia que entenderemos o sentido real da palavra igual, independente de cor, raça e condição física. Um dia teremos acesso livre ao que é nosso por direito, um dia seremos filhos do mesmo Brasil!
Luan César Simões
Fisioterapeuta
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Prostituição Profissional: A Fisioterapia no caminho do sacrifício
Ultimamente
tenho presenciado diversas demonstrações de revolta por parte de muitos colegas
fisioterapeutas na tentativa de abrir os olhos dos Conselhos Federal e
Regionais, companheiros de classe, políticos/gestores e de toda sociedade para
barrar ou minimizar uma série de situações banais que corriqueiramente vêm
tomando conta da nossa profissão, denegrindo-a e desvalorizando-a perante todos.
E sabe quem
causa toda essa desmoralização da classe? Os próprios profissionais que se
submetem a valores irrisórios, que se passam de profissional de ensino superior
por meros técnicos, que “tratam” um paciente em 15 minutos com uma massagem que
chamam de Fisioterapia, que enganam, que iludem e que tornam o nome da minha
profissão um lixo na boca daqueles desavisados que se deparam com esse perfil
de profissional.
Muitos colegas
já afirmaram mudar de profissão, já se aceitaram como parte integrante da dura
estatística de “desempregados insatisfeitos prontos para seguir noutra carreira”.
Foi doloroso encontrar com uma colega que disse abertamente: “boa sorte para
vocês (recém-formados), eu já desisti, vou tentar Medicina!”. O que está
acontecendo com os nossos profissionais? Desiludidos ou incompetentes? Nenhuma
profissão desfruta de 100% de esplendor e logo a nossa Fisioterapia com seus
poucos (quase) 42 anos de regulamentação.
Lembra
daqueles que prostituem a profissão? Esses estão por aí em qualquer lugar,
fazendo “Fisioterapia” por qualquer trocado. Já não bastasse se encontrar no
fundo do poço, ainda tenta exterminar a nossa Fisioterapia com a qualidade
inerente aos quinze reais que eles recebem. No final de tudo, valorizo aquela
que resolveu abandonar a Fisioterapia e seguir na Medicina.
Os Conselhos
vêm com uma posição mais dura diante das várias impactantes situações encontradas.
Muitas novidades/modificações e adequações em resoluções visando barrar o
desenfreado (absurdo) fenômeno capitalista do: “pague menos e leve mais com
menos qualidade”, encontrados nos sites de compras coletivas e também com uma
nova resolução que está para ser aprovada acerca do valor mínimo para sessões
de Fisioterapia. Penso que de questões jurídicas os Conselhos estão se valendo,
mas na prática precisamos de mais evidências.
E volto ao
princípio: ultimamente tenho presenciado diversas demonstrações de revolta por
parte de muitos colegas fisioterapeutas. Sim, isso é maravilhoso! Fico muito
feliz em ver que a cada dia recebo inúmeras mensagens por email, redes sociais
e telefonemas com denúncias sobre as questões escandalosas já relatadas. É
disso que precisamos, denúncias!
Nós temos que
aprender a ser cooperativistas, precisamos prezar pela união e isso deve
começar pela denúncia; sejamos nós os fiscais mais ferrenhos em defesa da nossa
profissão; bem porque não adianta esperar apenas dos Conselhos, são poucos
fiscais e mesmo tendo um batalhão deles, poucas são as denúncias que chegam de
forma oficial. Sejamos nós os fiscais, sejamos nós dignos do nosso título, que
na verdade é muito mais do que isso, é um dom, e saibam que muitas vezes um dom
é como uma cruz que se carrega, uns à caminho do sacrifício, outros da
salvação.
Luan César Simões
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Sim brasileiros, dignidade!
Qual é o cúmulo da falta de
humanidade? Deixar uma família peregrinando com seu filho com Traumatismo
craniano dentro de uma ambulância de hospital em hospital; ou quem sabe o idoso
que estava sofrendo um AVC abandonado e sem assistência; ou ainda uma grávida
em trabalho de parto com risco de morte, ter seu filho na frente do hospital?
Sinceramente, não sei!
O que vemos hoje no Brasil é o
cúmulo de tudo. É o cúmulo da desatenção com o ser humano, da insensatez com a
dor do outro, da falta de vergonha na cara! Está diante dos nossos olhos toda a
malandragem, a corrupção do nosso sistema de saúde. Desvios de verba,
terceirizações indevidas e toda a falcatrua com o dinheiro do povo.
Sim brasileiros, nosso dinheiro
anda por aí enchendo cuecas ou dando mais status a bandido. Enquanto isso, cabeças
são abertas com furadeiras, tomógrafos enferrujados sem nem terem sido
utilizados e um mundo de acusações baseadas numa política suja e
descomprometida com os desejos e anseios do povo.
Pouco a pouco vamos morrendo e
sofrendo com dores (físicas e espirituais) nos corredores ou nas portas dos
hospitais, chorando e implorando por uma saúde digna. Sim brasileiros, muitas
vezes pedimos pra morrer sem tanta humilhação.
E o cúmulo da falta de
humanidade? Onde está? Está em cada pedaço mal feito e mal planejado dessa
banalização da morte e do sofrimento alheio. É fácil acusar, denegrir e
insultar, o difícil mesmo é se responsabilizar, assumir o erro e resolver o
problema. Estamos cansados de promessas, estamos entediados de tanta mentira,
queremos ter o nosso direito a ter vida e ter morte digna. Sim brasileiros,
dignidade!
Luan César Simões
Fisioterapeuta
terça-feira, 16 de agosto de 2011
A Saúde do Brasil na fila de espera
Às vezes costumamos dizer que saúde não tem preço, que ela deve estar acima de tudo, “saúde e paz, o resto a gente corre atrás”, “saúde é o que interessa e o resto não tem pressa!”. A saúde está em todos os nossos desejos, desde as felicitações de aniversário até os votos de final de ano. A temos “garantida” no artigo 196 da Constituição Federal desde 1988, quando esta afirma que a saúde é “Direito de todos, dever do Estado”.
O artigo de luxo chamado Saúde está em todos os lugares, confirmando-nos a sua fácil acessibilidade e deparando-nos com sua imensa fragilidade. Sim, dispomos de um serviço completo, cheio de falhas, farsas e desvios. Este é o nosso Sistema Único de Saúde; Sistema porque é imenso, Único porque o pobre só o tem para recorrer, e de Saúde (...). É, confesso que ainda não consegui descobrir o verdadeiro significado.
A Saúde está morrendo a cada dia nas filas de hospitais, nas 10 fichas de atendimento dos PSFs, na sala de espera para a mamografia, na ausência de profissionais, na demorada cirurgia de urgência, na falta de organização, nas péssimas condições salariais e de trabalhos dos profissionais, no descaso da UTI, na maca no corredor (...), em todo lugar. A saúde, assim como nós, detentores da mesma, estamos à beira do fim. O Sistema está perto do colapso.
Os investimentos podem ser enormes, os gastos são estratosféricos; mas do que adianta investir mal e gastar sem planejamento? Falta foco, carinho e dedicação dos governantes e classe política. De promessas o povo já está saturado. Entendam que enquanto não tratarem a nossa saúde com dignidade, a teremos sempre enferma, longe do básico, da população e da constituição!
Luan César Simões
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
A profissão do futuro já começou!
Neste ano, a Fisioterapia comemorará 42 anos de regulamentação. A evolução da Fisioterapia nestes anos deixa explícito que muito foi conquistado, porém muito mais ainda é preciso conquistar para continuar crescendo e se destacando no cenário nacional.
Historicamente a Fisioterapia no Brasil se despontou a partir da necessidade do então Presidente da República Getúlio Vargas em 1944. Até então todos os serviços de reabilitação eram realizados por Fisiatras, Massagistas e Auxiliares de Fisioterapia, tendo como finalidade a prática recuperadora das seqüelas físicas.
Em 1951, foi realizado o primeiro curso para formação de técnicos em Fisioterapia pela Universidade de São Paulo e em 1963, a Fisioterapia se tornou curso superior, mas a atuação dos fisioterapeutas estava subordinada aos médicos. Somente em 1969, com o Decreto Lei 938 de 13 de outubro, as profissões de Fisioterapia e Terapia Ocupacional foram regulamentadas.
Hoje, com quase 42 anos, a Fisioterapia conquistou um espaço importante entre as demais profissões das ciências da saúde. Certamente não foi fácil alcançar esse “status”, muito foi idealizado e realizado, os fisioterapeutas tiveram que mostrar à sociedade, assim como ao outros profissionais, seu contínuo aperfeiçoamento com base em fundamentos científicos. Além disso, os profissionais fisioterapeutas tiveram que aperfeiçoar e apresentar formas de intervenção que permitissem mostrar que sua atuação é capaz de abranger todos os níveis de saúde com eficácia.
É inegável dizermos que avançamos muito, mas sabemos que podemos conseguir muito mais. Não por ganância, mas pelo simplório fato de estarmos diante de uma das profissões mais brilhantes e promissoras das ciências da saúde.
Há tempos ouvimos falar em profissão do futuro, e planeamos uma Fisioterapia que não fazia parte do nosso contexto sociocultural e econômico. Entretanto, hoje estamos diante das oportunidades, das possibilidades de uma profissão repleta de potencialidades, mas pouco ou mal explorada pelos profissionais.
A Fisioterapia precisa renovar-se a cada dia para conquistar cada vez mais seu espaço e mudando assim o panorama atual, fazendo com que a mesma esteja acima de qualquer interesse pessoal, e tornando o fisioterapeuta menos estático e mais decisivo na melhoria da profissão do futuro, bem porque esta já começou há quase 42 anos atrás.
Luan César Simões,
Fisioterapeuta
Crefito: 142222-F
terça-feira, 26 de abril de 2011
A Pegadinha do ano!
Acredito que já se ouviu muito dizer que os Fisioterapeutas são despolitizados, desunidos e toda aquela série de blá blá bláss. Na semana passa postei um texto que pegou um monte de gente de surpresa sem que fosse o dia 1º de abril, muito bommm, confesso que quando li fiquei empolgado e vi uma luz no fim do túnel. Achei muito interessante e até acredito que este seja o caminho a seguir (acionar os conselhos regionais e pedir intervenção pra ontem), mas fico em dúvidas se os Fisioterapeutas iriam acatar a sugestão do conselho e deixar de atender por convênio.
O problema é muito mais amplo e complexo, é uma questão de conscientização, é colocar na cabeça de alguns que não há condições de se praticar a Fisioterapia sob essas condições mal remuneradas. Talvez, se caso os conselhos agissem de maneira mais ativa (ou visível - já que muitos não têm notícias sobre as ações desses órgãos), os donos de clínicas e Fisioterapeutas fossem mudando aos poucos e deixando de lado esses convênios, outros viriam os bons resultados e também iriam abandonar, numa espécie sutil de greve (hehe).
Não sei, mas penso que agindo assim muitas coisas mudariam, a começar pelos nossos salários, depois pela melhoria dos atendimentos e o mais importante: a valorização da Fisioterapia, dentre outros.
O problema é muito mais amplo e complexo, é uma questão de conscientização, é colocar na cabeça de alguns que não há condições de se praticar a Fisioterapia sob essas condições mal remuneradas. Talvez, se caso os conselhos agissem de maneira mais ativa (ou visível - já que muitos não têm notícias sobre as ações desses órgãos), os donos de clínicas e Fisioterapeutas fossem mudando aos poucos e deixando de lado esses convênios, outros viriam os bons resultados e também iriam abandonar, numa espécie sutil de greve (hehe).
Não sei, mas penso que agindo assim muitas coisas mudariam, a começar pelos nossos salários, depois pela melhoria dos atendimentos e o mais importante: a valorização da Fisioterapia, dentre outros.
Mas vejam só: aqui em João Pessoa - PB, médicos entraram em greve e exigem melhoria salarial e de outras questões; vivem de mobilizações e reuniões com A e B do governo e até agora não conseguiram muito (talvez consigam em breve), mas vejam a "luta" que está sendo para alcançar os objetivos de uma das classes profissionais mais fortes e unidas do Brasil e que muitos consideram corporativista; agora imaginem a nossa classe, levando em consideração aquelas características citadas no início desse post. Diante dessa e de outras, pergunto: Conseguiremos lutar contra a prática dos valores repassados pelos convênios para os nossos serviços? Resposta: Talvez sim, basta começar a mudar um pouco a "visão Fisioterapêutica" de ser...(não gostaria de generalizar, mas cometirei esse pecado, perdoem àqueles que não se encaixam nessa característica)...de ser passivo e, às vezes, subalterno.
Semestre após semestre milhares de novos Fisioterapeutas entram no mercado, chegam com grandes ideais e com uma visão otimista, passa-se algum tempo e algumas fichas começam cair e tudo segue sua monótona sequencia. Que tal mudarmos?
Semestre após semestre milhares de novos Fisioterapeutas entram no mercado, chegam com grandes ideais e com uma visão otimista, passa-se algum tempo e algumas fichas começam cair e tudo segue sua monótona sequencia. Que tal mudarmos?
Postei o texto justamente para poder analisar a atitude dos nobres colegas e realmente aconteceu o que eu esperava: uma série de acessos (mais de 100 em 20 minutos), uma polêmica, uma bombaaa! Infelizmente isso só acontece nesses momentos, é como se os colegas estivessem apenas sentados à frente do PC esperando alguém trazer a boa notícia. Isso é triste, é trágico! Poucos são aqueles que correm atrás, que lutam e dignificam sua profissão, enquanto que outros (maioria, talvez), reclama, reclama, fala mal e reclama da profissão.
Chegou a nossa vez, meus nobres colegas; esse é o momento de debater, incentivar, lutar, levantar a bandeira da profissão Fisioterapia, deixemos esse lado "fisioterapeuta de ser" e vamos vestir a camisa e erguer a camisa, se não fizermos por nós, ninguém fará!
Trouxe essa reflexão visando um debate saudável sobre todos os aspectos inerentes à nossa profissão, principalmente ao que se refere à dignidade por meio de melhores condições estruturais e salariais.
Você pode acompanhar essa discussão pela comunidade de Fisioterapia no Orkut, faça parte dessa corrente!
Luan César Simões
142222-F
terça-feira, 19 de abril de 2011
Saúde indígena - Temos o que comemorar?
Nesta semana comemoramos o Dia do índio, o qual é repleto de festejos, homenagens e informações acerca do "mundo indígena". Acontece que em meio às comemorações, trago uma reflexão que talvez seja importante: Como anda a saúde do povo indígena? Será que depois de tanta luta este povo conseguiu alcançar os objetivos do ponto de vista da saúde? Será que nós, enquanto profissionais de saúde, sociedade, brasileiros, estamos dando o respeito e dignidade que esse povo necessita e que lhe é de toda justiça?
A saúde indígena é uma luta dos povos indígenas pela conquista de seus direitos, dada a precária situação, em termos de acessos aos serviços, a que eles estão submetidos no Brasil. Para melhor compreensão acerca da realidade brasileira, é necessário resgatar alguns princípios sobre saúde e o entendimento do processo saúde-doença, levando-se em conta as especificidades culturais de cada uma das etnias presentes no País. Segundo os princípios que constam no relatório da III Conferência Nacional de Saúde Indígena, realizada em 2001, “... cada povo indígena tem suas próprias concepções, valores e formas próprias de vivenciar a saúde e a doença. As ações de prevenções, promoções, proteção e recuperação da saúde devem considerar esses aspectos, ressaltando os contextos e o impacto da relação de contato interétnico vivida por cada povo...”. Foi dessa compreensão, que emergiu a necessidade de entender que o processo saúde e doença é parte integrante de contextos socioculturais e, portanto, deve ser abordado, no âmbito das políticas de saúde, de forma a contemplar a participação social, a intersetorialidade, a integralidade das ações e, sobretudo, a diversidade cultural, em se tratando das populações indígenas.
Será que a Política Nacional da Saúde Indígena está fazendo seu papel? Os povos indígenas estão assegurados do ponto de vista da saúde? Veja o vídeo a seguir e tire suas conclusões:
Os povos indígenas clamam por dignidade, pedem algo que é de direito e de toda justiça. Porque abandonar àqueles que nos deram origem e são as nossas raízes?
É de respeito que esse povo precisa, são de atitudes verdadeiras e coesas que os índios solicitam, é de humanidade que eles poderão continuar sobrevivendo e traduzindo por meio das suas tradições, a origem do nosso Brasil!
Abaixo um vídeo com a música Índio do Brasil de David Assayag (Música Indígena Brasileira), vale apena conferir!
Luan César Simões
Crefito: 142222-F
Assinar:
Postagens (Atom)















