quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Filhos do mesmo Brasil: Uma breve reflexão sobre acessibilidade.




Quantas vezes você já estacionou numa vaga para deficientes físicos ou já viu alguém parar na frente de uma rampa de acesso? Agora me diga se você já se viu impossibilitado de ir a algum lugar porque não tinha transporte adequado ou porque o caminho até este local está impróprio para o seu deslocamento? Essa é uma reflexão simples quando algo não nos atinge e quando nos colocamos na pele daquele que sofre com o tal problema. Hoje falo de acessibilidade.

Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informações, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.

Não é difícil de se deparar com as situações citadas acima, bem porque, segundo o senso de 2000, no Brasil temos 24,5 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total sendo portadora de alguma deficiência física. Esses dados não consideram aqueles que experimentam a deficiência temporariamente como gestantes, obesos, dentre outros (imagine se contabilizássemos). 

Será que as cidades brasileiras estão prontas para "acolher" essa demanda de pessoas que necessitam de uma infraestrutura específica? Será que nós estamos prontos para dividir os espaços e fazer valer a acessibilidade? Muito se tem evoluído, tem-se feito bastante, mas muito ainda depende de uma ordem judicial para que se faça cumprir as leis.

O Ministério da Saúde lançou em 2002 a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência objetivando proteger a saúde da pessoa com deficiência; reabilitar a pessoa com deficiência na sua capacidade funcional e desempenho humano, contribuindo para a sua inclusão em todas as esferas da vida social; e prevenir agravos que determinem o aparecimento de deficiências. Se não fosse as ONGs e demais instituições, não sei o que seria daqueles que necessitassem do governo para obter a sua recuperação e consequente qualidade de vida.

A acessibilidade deve ser muito além do que o acesso físico; acessibilidade deve nascer dentro de cada um, visando ao apoio e auxílio para aqueles que necessitam. Quem sabe um dia haverei de reconhecer que meu país seja digno o bastante para tratar seus filhos igualitariamente, sem restringir, sem impossibilitar e sem excluir. Quero viver para ver o dia que entenderemos o sentido real da palavra igual, independente de cor, raça e condição física. Um dia teremos acesso livre ao que é nosso por direito, um dia seremos filhos do mesmo Brasil!

Luan César Simões
Fisioterapeuta




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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Mestre em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE; Especialista em Fisioterapia Cardiorespiratoria; Graduado pelo Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ. Atualmente é professor universitário, foi fisioterapeuta do Centro de Reabilitação da cidade de Araruna - PB e é Delegado do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - Regional 1 na Paraíba. Trabalhou no Núcleo de Acolhida Especial do estado da Paraíba pela SEDH e foi pesquisador voluntário de grupos de pesquisa e estudos em saúde na Universidade Federal da Paraíba - UFPB.

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