terça-feira, 16 de agosto de 2011

A Saúde do Brasil na fila de espera


          
           Às vezes costumamos dizer que saúde não tem preço, que ela deve estar acima de tudo, “saúde e paz, o resto a gente corre atrás”, “saúde é o que interessa e o resto não tem pressa!”. A saúde está em todos os nossos desejos, desde as felicitações de aniversário até os votos de final de ano. A temos “garantida” no artigo 196 da Constituição Federal desde 1988, quando esta afirma que a saúde é “Direito de todos, dever do Estado”. 


            O artigo de luxo chamado Saúde está em todos os lugares, confirmando-nos a sua fácil acessibilidade e deparando-nos com sua imensa fragilidade. Sim, dispomos de um serviço completo, cheio de falhas, farsas e desvios. Este é o nosso Sistema Único de Saúde; Sistema porque é imenso, Único porque o pobre só o tem para recorrer, e de Saúde (...). É, confesso que ainda não consegui descobrir o verdadeiro significado. 
          
A Saúde está morrendo a cada dia nas filas de hospitais, nas 10 fichas de atendimento dos PSFs, na sala de espera para a mamografia, na ausência de profissionais, na demorada cirurgia de urgência, na falta de organização, nas péssimas condições salariais e de trabalhos dos profissionais, no descaso da UTI, na maca no corredor (...), em todo lugar. A saúde, assim como nós, detentores da mesma, estamos à beira do fim. O Sistema está perto do colapso.

           Os investimentos podem ser enormes, os gastos são estratosféricos; mas do que adianta investir mal e gastar sem planejamento? Falta foco, carinho e dedicação dos governantes e classe política. De promessas o povo já está saturado. Entendam que enquanto não tratarem a nossa saúde com dignidade, a teremos sempre enferma, longe do básico, da população e da constituição!
              
Luan César Simões
Fisioterapeuta – 142222-F


Sobrevivente de Realengo contraria médicos e ensaia primeiros movimentos





Ela foi a última estudante a receber alta no hospital, dia 14 de junho, após a tragédia na escola Tasso da Silveira, em Realengo, zona norte do Rio de Janeiro, que ocorreu em 7 de abril. Foram quase dois meses e meio de internação no hospital estadual Adão Pereira Nunes com um período de coma induzido e 12 dias no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Hoje, depois de um mês e meio em casa, Thayane Tavares Monteiro, de 14 anos, anda de cadeira de rodas mas contraria a expectativa de muitos médicos de que não voltaria mais a andar.

Com intenso trabalho de fisioterapia, seis vezes por semana com profissionais no Into e com fisioterapia em casa, Thayane, que recém completou 14 anos dia 25 de julho, já consegue mexer os dedinhos do pé, e começa a ter algum movimento suave nas pernas. Ela afirma ter alguma sensibilidade em partes da perna.

“Quanto mais eu faço fisioterapia, mais evolução eu tenho. Faz umas três semanas numa fisioterapia que comecei a mexer os dedinhos. Na medida do possível eu estou bem. É ótimo estar em casa de novo, mas tem vezes que dá vontade de falar ‘ai desisto’. Parece que não vou conseguir andar nunca. Quando eu estou pra baixo, fico irritada, não quero falar com ninguém. Eu penso ‘ai que inferno a minha vida, queria morrer’”, desabafa Thayane.

O momento mais difícil para a adolescente que sonhava ser atleta foi saber que não sairia do hospital andando. “Eu não estava sentindo mais as minhas pernas. Os médicos fizeram uma tomografia e falaram que já era, não voltava mais. ‘Você não tem mais chance de voltar a andar’. Eu chorei tanto. Ele (o médico) disse que em cinco degraus, se eu subisse um seria muito”, disse ao UOL Notícias.


Mas a determinação e a vontade da adolescente de voltar a andar e retomar a sua rotina de ir a pé para a escola de manhã, frequentar o projeto de atletismo para crianças e adolescentes no Instituto Ideal Brasil em Sulacap, e iniciar o curso de inglês é o que tem motivado Thayane.

Nesta quarta-feira (27), ela viveu um momento emocionante, com a ajuda do fisioterapeuta, conseguiu ficar em pé com as talas amarradas às suas pernas que a sustentavam.

“Hoje foi a primeira vez que fiquei em pé. A sensação foi como se a qualquer momento eu fosse levantar e andar. Colocaram uma tala e me deixam em pé na prancha me segurando. Dói muito, é o peso do tronco na perna. Eu perdi toda a força na perna, dói o quadril, chorei muito hoje”, contou. Mas apesar do esforço e das dores, diz ter sido um momento especial.

(...)

Fabíola Ortiz
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro


Matéria retirada do site da UOL, dia 28/07/2011

O papel da Fisioterapia na luta contra o câncer




Há alguns anos, a principal preocupação da equipe médica em relação ao câncer era a sobrevivência dos pacientes. Atualmente, o foco do tratamento mudou, passando a ser principalmente a qualidade de vida que ele vai ter durante e após o tratamento oncológico.
Em todos estes pacientes, o câncer e sua intervenção terapêutica necessária muitas vezes produzem significativa perda funcional permanente ou a longo prazo, requerendo reabilitação para retorno do indivíduo à independência funcional e para melhorar a sua qualidade de vida.
A fisioterapia oncológica é um dos procedimentos que estão sendo adotados nesse sentido, tanto após uma cirurgia de câncer como também durante todo o tratamento. Esse recurso pode ser utilizado em todos os casos, como nos de câncer de mama, tumores de cabeça e pescoço, além dos relacionados ao sistema músculo-esquelético.
A fisioterapia em oncologia é uma especialidade que tem como objetivo preservar, manter, desenvolver e restaurar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas do paciente, assim como prevenir os distúrbios causados pelo tratamento oncológico.
Muitas vezes, a fisioterapia começa no período pré-operatório. O cirurgião encaminha o paciente ao fisioterapeuta especializado para que seja feita uma preparação pulmonar, o que vai facilitar no transcorrer da recuperação pós-cirúrgica. Esse tipo de procedimento pode ocorrer, por exemplo, nos casos de tumores de cabeça e pescoço, pulmão, cirurgia abdominal alta e em pacientes com idade avançada ou ainda com história de tabagismo e sobrepeso, fatores que aumentam o risco pós-operatório.
A Fisioterapia pode ser fundamental no tratamento do paciente com diagnóstico de câncer ao oferecer acompanhamento às diversas alterações que podem ocorrer, mesmo diante de muitos comprometimentos que se apresentam, como: edema de membros, alterações musculares, constipação, alterações neurológicas, alterações respiratórias, dores musculares por disfunções posturais, dores teciduais e cicatriciais e dores tendinosas e articulares, alterações ósseas, alterações circulatórias (flebites, linfangites, alterações linfáticas), alterações vasculares em membro superior após aplicação da quimioterapia.
Fisioterapia em oncologia é uma especialidade da fisioterapia. Assim, o foco do tratamento do paciente com câncer deixa de ser somente a cura e controle da doença, e passa a participa ativamente da manutenção da qualidade de vida do doente, tanto no pré, durante, como no pós-operatório e nos tratamentos de quimioterapia e radioterapia.
O tratamento fisioterapêutico nas fases de quimioterapia e radioterapia em geral é feito nos casos dos tumores de cabeça e pescoço, nos quais a pessoa passa a respirar por um orifício no qual o ar não é previamente filtrado nem aquecido, o que causa o acúmulo de secreção e conseqüente dificuldade do paciente expectorar. Nessa situação, a fisioterapia tem o objetivo de melhorar a condição funcional respiratória e evitar distúrbios pulmonares como, por exemplo, pneumonias.
No caso do câncer de mama, o grande problema é o esvaziamento ganglionar, ou seja, a retirada dos gânglios linfáticos existentes na axila. Isso dificulta na movimentação do braço, principalmente nos movimentos de abertura lateral. O tratamento auxilia na recuperação e na prevenção dos distúrbios linfáticos.
Dentre os procedimentos fisioterapêuticos que podem ser empregados na Fisioterapia Oncológica, destacamos: a drenagem linfática manual, exercícios ativos, passivos, alongamentos e resistidos conforme cada alteração muscular que se apresenta, exercícios respiratórios para melhor funcionamento diafragmático, pulmonar e higiene bronquica, treino de marcha, equilíbrio e para outras disfunções neurológicas, reeducação postural (método de cadeias musculares), orientações a familiares e cuidadores, readaptação domiciliar com o intuito de facilitar o deslocamento, readaptação ocupacional, caso haja necessidade.
As indicações para assistência fisioterapêutica são determinadas pelas disfunções causadas pelo tumor no paciente, assim como pelos tipos de tratamento adotados.
Diversos tipos de quimioterápicos podem causar neuropatias periféricas, fibrose pulmonar e miocardiopatias. O uso prolongado de corticóides pode resultar em quadros de miopatia e osteoporose.
A cirurgia visa não apenas a remoção do tumor, mas também dos tecidos sadios adjacentes, a fim de evitar a permanência de doença residual macro ou microscópica. Tal fato acarreta seqüelas sensitivas, motoras, vasculares e respiratórias, dependendo da área afetada.
A assistência fisioterapêutica ao paciente oncológico tem início no pré-operatório, visando o preparo para o procedimento e redução de complicações. Durante o período de internação o enfoque é global, prevenindo, minimizando e tratando complicações respiratórias, motoras e circulatórias. A dor é uma das principais e mais freqüentes queixas do paciente oncológico, devendo por isto ser valorizada, controlada e tratada em todas as etapas da doença. As diversas técnicas para analgesia são um ponto forte da Fisioterapia em Oncologia.
A fisioterapia tem uma atuação fundamental dentro da oncologia. A preocupação dela não é focal, mas sistêmica. Ou seja, não se preocupa apenas com o local afetado pelo câncer, mas com a repercussão do problema em todo o organismo da pessoa, além da sua auto-estima e qualidade de vida.

O principal objetivo da fisioterapia em oncológia é mostrar ao paciente a necessidade de retomar as atividades diárias dando-lhes as melhores condições para isto, assim proporcionando-lhes qualidade de vida, independente de tratamento ou sequelas.

Dra. Kellem Juliana dos Santos Catão
Fisioterapeuta especializada em oncologia.

domingo, 14 de agosto de 2011

Engasgamento - Aprenda as manobras que podem salvar uma vida!


 Ao engolirmos os alimentos, ele deverá passar pelo esôfago (via digestiva) e em seguida cair no estômago, porém algumas vezes ele faz um caminho diferente, ou seja, ele ameaça entrar pela traquéia (entrada de ar para o pulmão) e é ai que acontece o engasgo.        
É muito comum crianças introduzirem, acidentalmente, objetos nas cavidades do corpo, em especial nariz, boca e ouvidos. Os objetos mais comuns nesse tipo de acidente são peças de brinquedos, sementes, moedas, bolinhas de papel e pedaços de alimentos. Um corpo estranho em uma criança pode provocar asfixia, e ela apresentará pele azulada e respiração dificultada ou ausente.
Os procedimentos de primeiros-socorros para o engasgo podem variar de acordo com a idade da pessoa, se a mulher estiver grávida ou se a pessoa está consciente ou não. Antes de qualquer procedimento, o importante é tentar manter a calma e solicitar que alguém entre em contato com o SAMU 192 ou com o Corpo de Bombeiros 193.

Veja como proceder no caso de engasgo em recém-nascidos:
Para mais informações, veja o vídeo abaixo:

Veja como proceder em caso de engasgo de crianças maiores e adultos:


Para mais informações, veja o vídeo abaixo:




Luan César Simões
Fisioterapeuta: 142222-F





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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Mestre em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE; Especialista em Fisioterapia Cardiorespiratoria; Graduado pelo Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ. Atualmente é professor universitário, foi fisioterapeuta do Centro de Reabilitação da cidade de Araruna - PB e é Delegado do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - Regional 1 na Paraíba. Trabalhou no Núcleo de Acolhida Especial do estado da Paraíba pela SEDH e foi pesquisador voluntário de grupos de pesquisa e estudos em saúde na Universidade Federal da Paraíba - UFPB.

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