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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Previna e identifique o Acidente Vascular Cerebral (AVC)




Definição

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), ou Acidente Vascular Encefálico (AVE), vulgarmente chamado de derrame cerebral, é caracterizado pela perda rápida (aguda) da função neurológica, decorrente do entupimento (isquemia) ou rompimento (hemorragia) de vasos sanguíneos cerebrais. É uma doença de início súbito na qual o paciente pode apresentar paralisação ou dificuldade de movimentação dos membros de um mesmo lado do corpo, dificuldade na fala ou articulação das palavras e déficit visual súbito de uma parte do campo visual por pelo menos 24 horas. Pode ainda evoluir com coma e outros sinais.

Trata-se de uma emergência que pode evoluir com seqüelas ou até mesmo a morte, sendo a rápida chegada no hospital importante para a decisão terapêutica. No Brasil, a principal causa de morte são as doenças cardiovasculares (cerca de 1 a cada 3 casos), com o AVC representando cerca de 1/3 das mortes por doenças vasculares, principalmente em camadas sociais mais pobres e entre os mais idosos. O AVC é a principal causa de incapacidade neurológica dependente de cuidados de reabilitação


O termo Ataque Isquêmico Transitório (AIT) refere-se ao déficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade.

Classificação




Sinais e Sintomas

Os sintomas de AVC dependem da parte do cérebro que é lesada. Em alguns casos, uma pessoa pode nem mesmo estar ciente de que teve um derrame.
Os sintomas geralmente se desenvolvem repentinamente e sem aviso, ou eles podem ocorrer ocasionalmente por um ou dois dias. Os sintomas geralmente são mais graves quando o AVC ocorre pela primeira vez, mas eles podem ficar piores aos poucos.
Fique ligado:

 falta de sensibilidade ou fraqueza que surge de repente no rosto, no braço ou na perna, especialmente se for de um lado só do corpo

 confusão repentina, problemas para falar ou entender o que os outros dizem

 dificuldade de enxergar com um dos olhos

 dificuldade de caminhar, tonturas, perda do equilíbrio ou da coordenação

 forte dor de cabeça que surge de repente, sem causa aparente


Siga o teste, identifique casos de AVC e ajude imediatamente!


Ao primeiro sinal de AVC o paciente deve ser levado imediatamente a uma emergência para que se tenha tempo de salvar a área cerebral atingida!!!

Ligue SAMU 192



Fatores de Risco

  • Hipertensão arterial: é o principal fator de risco para AVC. Na população, o valor médio é de "12 por 8"; porém, cada pessoa tem um valor de pressão, que deve ser determinado pelo seu médico. Para estabelecê-lo, são necessárias algumas medidas para que se determine o valor médio. Quando este valor estiver acima do normal daquela pessoa, tem-se a hipertensão arterial. Tanto a pressão elevada quanto a baixa são prejudiciais; a melhor solução é a prevenção. Deve-se entender que qualquer um pode se tornar hipertenso. Não é porque mediu uma vez, estava boa e nunca mais tem que se preocupar. Além disso, existem muitas pessoas que tomam corretamente a medicação determinada porém uma só caixa. A pressão está boa e, então, cessam a medicação. Ora, a pressão está boa justamente porque está seguindo o tratamento. Geralmente, é preciso cuidar-se sempre, para que ela não suba inesperadamente. A hipertensão arterial acelera o processo de aterosclerose, além de poder levar a uma ruptura de um vaso sangüíneo ou a uma isquemia.
  • Doença cardíaca: qualquer doença cardíaca, em especial as que produzem arritmias, podem determinar um AVC. "Se o coração não bater direito"; vai ocorrer uma dificuldade para o sangue alcançar o cérebro, além dos outros órgãos, podendo levar a uma isquemia. As principais situações em que isto pode ocorrer são arritmias, infarto do miocárdio, doença de Chagas, problemas nas válvulas, etc.
  • Colesterol: o colesterol é uma substância existente em todo o nosso corpo, presente nas gorduras animais; ele é produzido principalmente no fígado e adquirido através da dieta rica em gorduras. Seus níveis alterados, especialmente a elevação da fração LDL (mau colesterol, presente nas gorduras saturadas, ou seja, aquelas de origem animal, como carnes, gema de ovo etc.) ou a redução da fração HDL (bom colesterol) estão relacionados à formação das placas de aterosclerose.
  • Tabagismo: O hábito é prejudicial à saúde em todos os aspectos, principalmente naquelas pessoas que já têm outros fatores de risco. O fumo acelera o processo de aterosclerose, diminui a oxigenação do sangue e aumenta o risco de hipertensão arterial.
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas: quando isso ocorre por muito tempo, os níveis de colesterol se elevam; além disso, a pessoa tem maior propensão à hipertensão arterial.
  • Diabetes: é uma doença em que o nível de açúcar (glicose) no sangue está elevado. A medida da glicose no sangue é o exame de glicemia. Se um portador desta doença tiver sua glicemia controlada, tem AVC menos grave do que aquele que não o controla.
  • Idade: quanto mais idosa uma pessoa, maior a sua probabilidade de ter um AVC. Isso não impede que uma pessoa jovem possa ter.
  • Sexo: até aproximadamente 50 anos de idade os homens têm maior propensão do que as mulheres; depois desta idade, o risco praticamente se iguala.
  • Obesidade: aumenta o risco de diabetes, de hipertensão arterial e de aterosclerose; assim, indiretamente, aumenta o risco de AVC.
  • Anticoncepcionais hormonais: Atualmente acredita-se que as pílulas com baixo teor hormonal, em mulheres que não fumam e não tenham outros fatores de risco, não aumentem, significativamente, a ocorrência de AVC.
  • Condições de vida: Uma pesquisa da Associação Americana Derrame, sugere que homens solteiros ou infelizes no casamento correm mais risco de sofrer AVC.

Portanto, tente manter hábitos de vida saudáveis, pratique esportes e mantenha sempre suas taxas e níveis de colesterol, pressão e glicemia dentro da normalidade. O AVC pode matar ou causar sequelas para o resto da vida. Cuide-se!

Luan César Simões
Fisioterapeuta

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Neuropatia Diabética

Uma das principais problemas que acometem os nervos perifèricos, é a Neuropatia Diabética. Veja esse vídeo e saiba um pouco mais sobre.





Luan César Simões
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O que é uma Neuropatia Periférica?

Estrutura do Sistema Nervoso Periférico

  O sistema nervoso periférico é composto por todos os nervos que estão fora do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Fazem parte do sistema nervoso periférico os nervos cranianos que ligam o cérebro directamente à cabeça e à face, os que o ligam aos olhos e ao nariz e os nervos que ligam a medula espinhal com o resto do organismo.

  O cérebro comunica com a maior parte do organismo através de 31 pares de nervos espinhais que saem da medula espinhal. Cada par de nervos espinhais consta de um nervo na face (lado) anterior da medula espinhal, que conduz a informação do cérebro aos músculos e de um nervo na sua face (lado) posterior, que leva a informação sensitiva ao cérebro. Os nervos espinhais estão ligados entre si e formam os chamados plexos, que existem no pescoço, nos ombros e na pelve (quadril); depois, dividem-se novamente para proporcionar os estímulos às partes mais distantes do corpo.

   Os nervos periféricos são na realidade feixes de fibras nervosas com um diâmetro que oscila entre 0,4 mm (as mais finas) e 6 mm (as mais grossas). As fibras mais grossas conduzem as mensagens que estimulam os músculos para o movimento (fibras nervosas motoras) e a sensibilidade tátil e de posição (fibras nervosas sensitivas). As fibras sensitivas mais finas conduzem a sensibilidade à dor e à temperatura e controlam as funções automáticas do organismo, como a frequência cardíaca, a pressão arterial e a temperatura (sistema nervoso autónomo). As células de Schwann envolvem cada uma das fibras nervosas e formam múltiplas camadas de um isolante gordo, conhecido como bainha de mielina.

Tipos de Neuropatia

  A neuropatia periférica costuma produzir alterações como perda da sensibilidade, debilidade e atrofia musculares ou alteração do funcionamento dos órgãos internos. Os sintomas podem aparecer isolados ou em combinação de alguns deles. Por exemplo, os músculos que dependem de um nervo lesionado podem apresentar fraqueza e atrofia. Pode surgir formigamento, edema e calor (vermelhidão) em diferentes partes do corpo. Os efeitos podem ser consequência da afecção de um único nervo (mononeuropatia), de dois ou mais nervos (mononeuropatia múltipla) ou de muitos nervos, simultaneamente, por todo o corpo (polineuropatia). 

Causas da Neuropatia

   A neuropatia periférica não é uma doença específica, isolada. É uma manifestação de muitas condições que podem lesionar os nervos periféricos. 

  São muitas as causas de uma neuropatia, como uma infecção, por vezes uma toxina produzida por certas bactérias (o caso da difteria), ou uma reação auto-imune como a síndrome de Guillain-Barré. Certos agentes tóxicos também podem lesar os nervos periféricos, assim como o câncer (nódulo) pode provocar a polineuropatia por invasão direta, compressão dos nervos ou pela produção de substâncias tóxicas.

  As deficiências nutricionais e as alterações do metabolismo também podem provocar uma polineuropatia. Por exemplo, o déficit da vitamina B pode afetar os nervos periféricos de todo o organismo. As neuropatias associadas às deficiências nutricionais costumam apresentar-se nos países menos desenvolvidos.

  As perturbações que podem provocar uma neuropatia crônica são a diabetes, a insuficiência renal e a desnutrição grave. A neuropatia crônica tende a evoluir lentamente, muitas vezes ao longo de meses ou de anos e costuma começar nos pés e, por vezes, nas mãos. O controlo inadequado dos valores de açúcar no sangue dos diabéticos pode originar diversos tipos de polineuropatia. Sendo chamada de Neuropatia diabética, cuja  forma mais frequente  é a polineuropatia distal, que produz uma sensação dolorosa de formigamento ou de ardor nas mãos e nos pés. A diabetes pode levar à debilidade em um dos olhos e nos músculos da coxa.

Sintomas da Neuropatia

  Os sintomas dependem do fato de o distúrbio afetar, ou não, as fibras nervosas sensitivas ou as fibras nervosas motoras ou atém mesmo ambas. A lesão das fibras sensitivas provoca alterações da sensibilidade que abrangem desde a percepção de sensações anormais até a dor, a redução na sensibilidade ou a ausência de sensibilidade na área afetada. As alterações da sensibilidade em geral se iniciam pelos pés ou pelas mãos e progridem até o centro do corpo, com neuropatias periféricas que envolvem a degeneração da porção do axônio da célula nervosa.

  Os danos às fibras motoras prejudicam os movimentos ou a função da área inervada por esse nervo, já que os impulsos para esta área estão bloqueados pela lesão. A estimulação nervosa, que se encontra prejudicada, para um grupo de músculos resulta em redução de movimentos ou do controle dos movimentos. A perda da função nervosa gera alterações estruturais nos músculos, nos ossos, na pele, nos cabelos, nas unhas e nos órgãos do corpo. As alterações estruturais são provocadas pela falta de estimulação nervosa, pela não utilização da área afetada, pela imobilidade, e pela falta de esforço muscular. Há fraqueza muscular e desgaste muscular (atrofia, perda da massa muscular). As lesões recorrentes e desapercebidas na área afetada podem ocorrer e provocar infecções ou lesões estruturais. As alterações incluem a formação de úlceras (feridas), dificuldade de cura, perda de massa tissular (tecidual), cicatrização e deformidade.  

Tratamento da Neuropatia

  O tratamento pode ser a cura do distúrbio (se possível) ou proporcionar uma maior independência e capacidade de cuidar de si mesmo ensinando o paciente a fazer a inspeção com espelho em caso de perda da sensibilidade, por exemplo, assim como também pode ser o controle dos sintomas.

  Os exercícios podem ser utilizados para aumentar a força e o controle muscular. O uso de bengalas, muletas, cadeiras de rodas, aparelhos ortopédicos e talas podem melhorar a mobilidade, a capacidade para utilizar uma extremidade afetada, ou impedir deformidades.
Em alguns casos será necessária a intervenção cirúrgica, já em outros tipos de lesão isso não será necessário, a menos que haja necessidade de aliviar a pressão sobre o nervo. 

  A fisioterapia pode contribuir na recuperação e prevenção das alterações sensoriais e motoras em pacientes com neuropatia. 

Objetivos básicos do tratamento: 

- Prevenir ou reduzir edema 


   O paciente deve aprender como posicionar o membro, particularmente em repouso, e receber aconselhamento geral sobre a prevenção do edema. Pode haver problemas se houver outras lesões associadas que impeçam o posicionamento adequado e o movimento.


   O movimento é muito importante por causa da ação do bombeamento dos músculos sobre os vasos e o movimento ativo das articulações, que estira e comprime os vasos, mantendo assim uma circulação adequada. Se isso não for possível, os movimentos passivos ajudam a manter a circulação. A massagem pode ser feita para reduzir o edema, idealmente, com o membro na posição elevada. 


- Manter a circulação na área afetada


   Uma desaceleração na circulação reduz o suprimento efetivo de nutrição para os tecidos e a remoção dos produtos de detritos. Os movimentos ativos são o melhor meio de prevenir essa desaceleração, mas os movimentos passivos e a massagem ajudam se houver paralisia. 


- Prevenir contraturas


   É essencial prevenir o desenvolvimento de qualquer contratura que poderia impedir a recuperação. Os movimentos passivos devem ser realizados para manter a variação total de movimentos articulares e para manter o comprimento total dos músculos. Os movimentos passivos devem ser realizados diariamente, pois a rigidez pode se desenvolver muito rapidamente. 


- Manter atividade e a força dos músculos não afetados


   O paciente deve ser encorajado a usar os músculos não afetados do membro. Se isso não for possível por causa da paralisia, o terapeuta deve ser capaz de facilitar o movimento apoiando o membro ou a tala funcional, permitindo que os movimentos ocorram. A falta de controle muscular aumenta o risco de quedas ou outras lesões.


- Manter a função


   O paciente deve ser encorajado a usar o membro o máximo possível. O uso de talas bem desenhadas e bem aplicadas (talas funcionais) pode permitir certa atividade funcional. 


- Estágio de recuperação


   Em um nervo misto, o programa de recuperação inclui a reeducação motora e sensorial. Dependendo do nervo e da extensão da perda motora e sensorial, a reeducação pode ser igualmente importante, especialmente no caso da mão. 


- Reeducação muscular


   Durante a realização de movimentos passivos antes que a recuperação ocorra, é bom que o paciente pense sobre o movimento desde que ele não cause muita ansiedade.
 

Este é um recado para você que é diabético: 
Clique na imagem para vê-la por completo
























Luan César Ferreira Simões

Fisioterapeuta 







quinta-feira, 31 de março de 2011

A atuação do Fisioterapeuta no Autismo




  O autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença.
 
   Segundo a ASA, os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro, verificados pela anamnese ou presentes no exame ou entrevista com o indivíduo. Incluem:

   1. Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e lingüísticas.
   2. Reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.
   3. Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas áreas específicas do pensar, presentes ou não. Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de idéias. Uso de palavras sem associação com o significado.
   4. Relacionamento anormal com os objetivos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos e crianças. Objetos e brinquedos não usados de maneira devida.

  Os fisioterapeutas podem trabalhar com crianças muito jovens em habilidades motoras básicas, como sentar, rolar, de pé e jogar. Eles também podem trabalhar com os pais para ensinar algumas técnicas para ajudar a criança construir a força muscular, coordenação e habilidades físicas.
  Essa criança pode estar em fase pré-escolar ou escolar. Assim, podem trabalhar em competências mais  sofisticadas, como saltar, chutar, lançar e pegar. Essas habilidades não são apenas importantes para o desenvolvimento físico, mas também para o engajamento social no desporto, recreio e jogo em geral.

  Em ambientes escolares, fisioterapeutas podem fazer exercicios para as crianças em grupo e "empurrar" para ambientes escolares típicos, como aulas de ginástica para apoiar crianças em situações da vida real. Não é incomum para um fisioterapeuta para criar grupos, incluindo crianças autistas típicos e ao trabalho sobre os aspectos sociais de habilidades físicas. Esse trabalho pode ser realizados com professores de educação especial e assessores, professores de ginástica e pais a fornecer ferramentas para a construção de competências sociais / física.

 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Internacional da Síndrome de Down

Instituído em 2006, o dia 21 de março foi escolhido como o Dia Internacional da Síndrome de Down. Por que esta data? Porque a Síndrome de Down é definida como acidente genético causado pela alteração de um dos pares de cromossomos da célula humana.Os cromossomos são uma sequência de DNA, responsável pela nossa carga genética, ou seja, contém todas as informações responsáveis pelas nossas características.


Toda pessoa possui 23 pares de cromossomos, num total de 46. Porém, a pessoa com Síndrome de Down tem 47 cromossomos, por possuir um a mais no “par” cromossômico de número 21 (que, em face disso, passa a ter 3 cromossomos onde deveria ter apenas 2). Por essa razão, o dia 21 do mês 3 é o dia Internacional da Síndrome de Down.

As pessoas com síndrome de Down costumam ser menores e ter um desenvolvimento físico e mental mais lento que as pessoas sem a síndrome. A maior parte dessas pessoas tem retardo mental de leve a moderado; algumas não apresentam retardo e se situam entre as faixas limítrofes e médias baixa, outras ainda podem ter retardo mental severo. 

Existe uma grande variação na capacidade mental e no progresso desenvolvimental das crianças com síndrome de Down. O desenvolvimento motor destas crianças também é mais lento. Enquanto as crianças sem síndrome costumam caminhar com 12 a 14 meses de idade, as crianças afetadas geralmente aprendem a andar com 15 a 36 meses. O desenvolvimento da linguagem também é bastante atrasado. 

Muitas das características comuns da síndrome de Down também estão presentes em pessoas com um padrão cromossômico normal. Elas incluem a prega palmar transversa (uma única prega na palma da mão, em vez de duas), olhos com formas diferenciadas devido às pregas nas pálpebras, membros pequenos, tônus muscular diminuído e língua protrusa. Os afetados pela síndrome de Down possuem maior risco de sofrer defeitos cardíamos congênitos, doença do refluxo gastroesofágico, otites recorrentes, apnéia do sono obstrutiva e disfunções da glândula tireóide.

O profissional fisioterapeuta ajuda no processo de desenvolvimento da criança com Síndrome de Down em todos os aspectos, porque a criança com essa Síndrome tem que ser abordada como um todo, e isso é imprescindível para o desenvolvimento. É importante começar o mais cedo possível a fisioterapia nas crianças portadoras dessa síndrome. As crianças submetidas à estimulação apresentam maior estabilidade no desenvolvimento do que crianças não submetidas a um programa desse tipo.

A fisioterapia respiratória atua na prevenção e tratamento, usa recursos terapêuticos que visam o conforto respiratório do paciente. Fazendo manutenção de higiene brônquica, prevenindo complicações por hipersecreção que podem acarretar prejuízo à ventilação da criança. Dentre os procedimentos fisioterapêuticos fazemparte à avaliação fisioterapêutica pulmonar. Sendo essas manobras realizadas em uma seqüência lógica e devidamente utilizada a cada patologia respiratória e sempre observando o estado geral da criança. 

O progresso da criança Down depende muito da dedicação do fisioterapeuta, de outros profissionais e da família.A criança especial bem estimulada, aquela que não fica escondida dentro de casa e comparece a eventos sociais e familiares, pode ter um desenvolvimento muito mais satisfatório. Garimpar o que ela sabe de melhor e reforçar essas tendências é um meio de oferecer condições para que chegue à idade adulta com uma profissão que o torne relativamente independente.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Fisioterapia no Trauma Raquimedular (lesão da coluna vertebral)


Assim como o personagem Pedro da novela "Insensato Coração" muitas outras pessoas sofrem trauma medular no Brasil, cerca de quarenta novos casos anuais por milhão de habitantes, perfazendo um total de seis a oito mil casos por ano, cujo  custo  aproximado é de 300 milhões de dólares por ano aos cofres públicos, ou seja, trata-se de um problema de saúde pública visto a sua alta incidência e conseqüente gasto para a manutenção da vida.

A coluna vertebral é formada por trinta e três a trinta e quatro vértebras (07 cervicais, 12 torácicas, 05 lombares, 05 sacrais e 04 ou 05 coccí-geas). No centro das vértebras existe um orifício por onde passa a medula espinhal, a qual tem início no Sistema Nervoso Central (cérebro) e é responsável pelos movimentos, sensibilidade, dentre outras funções específicas.

Um trauma na coluna pode causar danos que podem ser contornados com um bom tratamento ou  podem levar a conseqüências irreversíveis. Isso dependerá da lesão causada (rompimento parcial ou total da medula), dependerá também do tipo de "nervos" acometidos (sensitivos ou motores), e ainda do seguimento da coluna comprometido (cervical, torácico, lombar ou sacral).

De modo geral o tratamento para o trauma da medula já inicia-se no momento do resgate, ou seja, dependendo do acidente, as equipes já vão preparadas para o resgate de uma possível vítima de lesão medular. A partir daí, uma série de exames e testes são realizados a fim de diagnosticar o trauma medular e o paciente recebe toda a atenção (intensiva) dos profissionais. Neste primeiro momento algumas vítimas encontram-se em choque medular, o qual dura pelas próximas 24 a 48 horas, caracterizado por perda de todos os reflexos, interrupção fisiológica, flacidez e paralisia. 

A reabilitação já inicia no próprio hospital, ainda na UTI, com a intervenção voltada para a parte respiratória para a otimização das trocas gasosas, função pulmonar e cardíaca. Na seqüência dar-se-á prosseguimento com um trabalho voltado para a parte motora, dando ênfase aos estímulos sensitivos, trabalhando força, coordenação e consciência corporal, dentre outros.

A evolução deste tipo de caso se dará mais pela força de vontade, iniciativa e perseverança do paciente para com o seu tratamento. É de extrema importância que o indivíduo lesado busque energia para enfrentar esta fase juntamente com a família e com o fisioterapeuta.

Luan César Ferreira Simões
Fisioterapeuta


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fisioterapia Neurológica adulto e pediátrico


Tem como objetivo, minimizar as deficiências advindas das doenças que acometem o sistema nervoso. Tais como: Paralisia Cerebral, Esclerose Múltipla, Acidente Vascular Encefálico (derrame cerebral), dentre outras.
O processo de reabilitação visa restaurar a identidade pessoal e social dos pacientes que sofreram lesões no córtex, tronco cerebral, medula espinhal, nervo periférico, junção neuromuscular e no músculo, buscando o bem estar físico e emocional do indivíduo.
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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Mestre em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE; Especialista em Fisioterapia Cardiorespiratoria; Graduado pelo Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ. Atualmente é professor universitário, foi fisioterapeuta do Centro de Reabilitação da cidade de Araruna - PB e é Delegado do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - Regional 1 na Paraíba. Trabalhou no Núcleo de Acolhida Especial do estado da Paraíba pela SEDH e foi pesquisador voluntário de grupos de pesquisa e estudos em saúde na Universidade Federal da Paraíba - UFPB.

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