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domingo, 8 de maio de 2011

Se você é asmático, use o espaçador!!


Os espaçadores são dispositivos importantes para uma técnica adequada de inaloterapia. São muito mais práticos do que os nebulizadores e seu uso correto garante que o medicamento chegue melhor ao pulmão (quando não se utiliza esses dispositivos a maior parte da medicação fica na garganta e é mais deglutida que inalada). Além disso, o jato do medicamento quando não entra no organismo através de espaçadores pode provocar lesões na garganta provocando disfonia (rouquidão) após algum tempo de uso.

Saiba mais no vídeo a seguir:



Luan César Simões
Fisioterapeuta


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Saiba mais sobre a Asma

O que é a Asma?

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que ataca o sistema respiratório, que resulta na redução ou até mesmo obstrução no fluxo de ar, ou seja, ela reduz o espaço dentro das vias por onde o ar passa, causando assim uma dificuldade na passagem desse ar.
As vias aéreas são os caminhos por onde o ar passa até chegar aos pulmões:
Elas iniciam no nariz, continuam como nasofaringe e laringe (cordas vocais), na altura do pescoço, tornam-se um tubo largo e único chamado traquéia.
Já no tórax, a traquéia divide-se em dois tubos (brônquios), um direito e outro esquerdo, levando o ar para os respectivos pulmões.
Dentro dos pulmões, os brônquios vão se ramificando e tornam-se cada vez menores, espalhando o ar. 

O nome correto é Bronquite asmática, bronquite ou apenas Asma?

Antigamente, a asma era chamada de bronquite, bronquite alérgica ou bronquite asmática. O nome asma estava vinculado aos casos mais graves. O nome correto é simplesmente ASMA.
A bronquite é, na verdade, a inflamação dos brônquios e, diferentemente da asma, pode ter sua causa bem definida, por exemplo, uma infecção por bactérias ou vírus. Também difere da asma por apresentar um tempo de início definido e poder ser totalmente reversível (curada).
 
Como ocorre a Asma?

Quando os indivíduos são expostos a estímulos, como alérgenos, irritantes químicos, fumaça de cigarro, ar frio ou exercícios, as vias aéreas ficam edemaciadas (inchadas), estreitas, cheias de muco e excessivamente sensíveis aos estímulos.
Os mecanismos que causam a asma são complexos e variam entre a população. Nem toda a pessoa com alergia tem asma e nem todos os casos de asma podem ser explicados somente pela resposta alérgica do organismo a determinados estímulos.
A mucosa brônquica, que é o revestimento interno das vias aéreas, está constantemente inflamada por causa da hiper-reatividade brônquica (sensibilidade aumentada dos brônquios).
Nas crises de asma, esta hiper-reatividade brônquica aumenta ainda mais e determina o estreitamento das vias aéreas. Este fenômeno leva aos sinais e sintomas descritos no próximo tópico.

Quais são os Sinais e Sintomas de Asma?

Caracteristicamente os sintomas aparecem de forma cíclica com períodos de piora. Dentre os principais sinais e sintomas estão: a tosse, que pode ou não estar acompanhada de alguma expectoração (catarro), dificuldade respiratória com dor ou ardência no peito, além de um chiado (sibilância). Na maioria das vezes não há expectoração, se caso tiver será semelhante a "clara de ovo".
Os sintomas podem aparecer a qualquer momento do dia, mas tendem a predominar pela manhã ou à noite.
A asma é a principal causa de tosse crônica em crianças e está entre as principais causas de tosse crônica em adultos.
Quando a tosse e a chieira acontecem, ocorre um ataque de asma que pode durar alguns minutos ou dias podendo ser leve, moderado ou grave, havendo a possibilidade de acontecer em qualquer lugar e a qualquer hora. Pode ser fatal, por isso o diagnóstico e o tratamento da asma devem ser precoces, levando assim a uma vida saudável e ativa.

Como se classifica a Asma?
De acordo com os padrões das crises e testes, a asma pode ser classificada em:

Asma Intermitente:

  • sintomas menos de uma vez por semana;
  • crises de curta duração (leves);
  • sintomas noturnos esporádicos (não mais do que duas vezes ao mês);
  • provas de função pulmonar normal no período entre as crises. 

Asma Persistente Leve:

  • presença de sintomas pelo menos uma vez por semana, porém, menos de uma vez ao dia;
  • presença de sintomas noturnos mais de duas vezes ao mês,porém, menos de uma vez por semana;
  • provas de função pulmonar normal no período entre as crises. 

Asma Persistente Moderada:

  • sintomas diários;
  • as crises podem afetar as atividades diárias e o sono;
  • presença de sintomas noturnos pelo menos uma vez por semana;
  • provas de função pulmonar: pico do fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF¹) >60% e < 80% do esperado. 

Asma Persistente Grave:

  • sintomas diários;
  • crises freqüentes;
  • sintomas noturnos freqüentes;
  • provas de função pulmonar: pico do fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF¹) > 60% do esperado. 

Como se dá o diagnóstico?

O diagnóstico é feito baseado nos sinais e sintomas que surgem de maneira repetida e que são referidos pelo paciente.
No exame físico, o médico poderá constatar a sibilância (chiado) nos pulmões, principalmente nas exacerbações da doença. Contudo, nem toda sibilância é devido à asma, podendo também ser causada por outras doenças. Todavia, nos indivíduos que estão fora de crise, o exame físico poderá ser completamente normal.
Existem exames complementares que podem auxiliar o médico, dentre eles estão: a radiografia do tórax, exames de sangue e de pele (para constatar se o paciente é alérgico) e a espirometria que identifica e quantifica a obstrução ao fluxo de ar.

Existe tratamento médico?

Sim, por meio de medicações específicas como os Broncodilatadores e os Antiinflamatórios.
O Broncodilatador é um medicamento que como o próprio nome diz, dilata os brônquios (vias aéreas) quando o asmático está com falta de ar, chiado no peito ou crise de tosse.
Quanto aos Antiinflamatórios, os corticóides inalatórios são, atualmente, a melhor conduta para combater a inflamação, sendo utilizados em quase todos os asmáticos. Só não são usados pelos pacientes com asma leve intermitente (que têm sintomas esporádicos). Tais medicamentos são utilizados com o intuito de prevenir as exacerbações da doença ou, pelo menos, minimizá-las e aumentar o tempo livre da doença entre uma crise e outra. Os antiinflamatórios devem ser utilizados de maneira contínua (todos os dias), já que combatem a inflamação crônica da mucosa brônquica, que é o substrato para os acontecimentos subseqüentes.

Qual o tratamento fisioterapêutico?

Os procedimentos executados contribuem para melhorar a ventilação, auxiliar no relaxamento da musculatura respiratória, higienizar a via aérea hipersecretiva (com catarro), além de prevenir a busca por serviços de emergência e hospitalizações, melhorar a condição física e aprimorar a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.
Nas crianças, o tratamento é realizado por meio de exercícios respiratórios reexpansivos passivos, através de manobras de desobstrução brônquica, drenagem postural e inalações com estímulo de tosse se necessário. Crianças com boa capacidade colaborativa e coordenação desenvolvida podem se beneficiar de técnicas de treino de padrão ventilatório.

Em adultos, o tratamento enfatiza os alongamentos globais, exercícios aeróbicos, exercícios respiratórios reexpansivos, acompanhamento da evolução do fluxo respiratório e acompanhamento dos exercícios com uso de oxímetro, se necessário. Em alguns casos é necessário um trabalho de higiene brônquica, associada à aspiração de secreção brônquica (catarro), comum em pacientes infectados. Quando a hiperinsuflação pulmonar está presente (acúmulo de ar nos pulmões), são utilizadas técnicas de desinsuflação pulmonar visando aumentar o volume de ar corrente (ar que sai dos pulmões).
Em estágios mais avançados do tratamento, é necessário o uso de incentivadores respiratórios, respiradores mecânicos não-invasivos, onde o paciente apresenta certa estabilidade do quadro, visando o condicionamento físico aliado à resistência pulmonar, vitais para a diminuição das crises asmáticas. Exercícios posturais para relaxamento, mobilidade, alongamento e fortalecimento também são fundamentais para corrigir deformidades torácicas e posturais, comuns nos casos de doença avançada e com crises freqüentes.

De modo geral, a Fisioterapia tem por objetivo:
  • Propiciar o controle da respiração e preparação do paciente para uma eventual crise.
  • Corrigir as assinergias e defeitos ventilatórios.
  • Drenar as secreções (se necessário)
  • Previnir rigidez e deformações torácicas
  • Ensinar o paciente a inspirar pelo nariz e a respiração diafragmática dirigida para aplicar durante a crise
  • Reeducar o indivíduo para o esforço
  • Orientar ao paciente e aos familiares em caso de crise.
Em conclusão, o que se espera, na realidade, é que a Fisioterapia seja, juntamente com os outros aspectos terapêuticos da asma, um elemento que possa auxiliar o indivíduo asmático e sua família através da redução da freqüência e intensidade das crises, da diminuição da ansiedade e da segurança que um fisioterapeuta possa representar para o paciente e seus familiares.

Temos como nos prevenir novas crises?

Sim, não há como prevenir a existência da doença, mas é possível prevenir o aparecimento da crise. O asmático poderá usar os corticosteróides, os beta2-agonistas de longa duração e os antileucotrienos, além de ter um bom controle ambiental, evitando exposição aos "gatilhos" da crise asmática, ou seja, todos aqueles fatores que podem ressurgir uma nova crise, tais como poeira, fumaça de cigarro etc. 


Por favor, em caso de erro, comunique-nos!
Luan César Simões
142222-F



quinta-feira, 17 de março de 2011

Aula sobre o Sistema Respiratório





Breve aula sobre o funcionamento do Sistema Respiratório.


Espero que tenha sido útil!
Grande abraço.


A Fisioterapia na melhoria da função pulmonar


A principal finalidade dos pulmões é abastecer o nosso sangue de oxigênio, que é levado para as células do corpo, fazendo com que nosso organismo funcione de maneira adequada. Além disso, os pulmões também executam a função de tirar do sangue o dióxido de carbono (gás carbônico) e vapor de água, eliminando-os do corpo através do processo de expiração.



Na respiração pulmonar o ar entra e sai dos pulmões devido à contração e ao relaxamento do músculo diafrágma. Quando o diafragma se contrai, ele diminui a pressão dentro dos pulmões e o ar que está fora do corpo entra rico em oxigênio (O2) - processo chamado de inspiração. Quando o diafragma relaxa, a pressão dentro dos pulmões aumenta e o ar que estava dentro agora sai com o dióxido de carbono (CO2) - processo denominado de expiração.

Porém,em alguns indivíduos, este mecanismo pulmonar está limitado por uma série de fatores que cause ou indique uma função pulmonar deficiente. Existem três categorias principais de doença pulmonar: doença pulmonar obstrutiva crônica em que existe uma redução do fluxo de ar, causada pelo estreitamento ou obstrução das vias aéreas (caminho que o ar faz para sair dos pulmões), a exemplo da asma, enfisema e bronquite crônica; doença pulmonar restritiva na qual há uma diminuição na quantidade de ar inalada, porque existe uma redução na elasticidade ou quantidade de tecido pulmonar. A terceira categoria inclui as infecções. 

A fisioterapia respiratória pode atuar tanto na prevenção quanto no tratamento das doenças pulmonares utilizando-se de diversas técnicas e procedimentos terapêuticos tanto em nível ambulatorial, hospitalar ou de terapia intensiva (UTI) com o objetivo de estabelecer ou restabelecer um padrão respiratório funcional no intuito de reduzir os gastos energéticos durante a respiração, capacitando o indivíduo a realizar as mais diferentes atividades diárias sem promover grandes transtornos e repercussões negativas em seu organismo, ou seja, melhorando a função do pulmão, consequentemente haverá melhoria na qualidade de vida.

Para que isto ocorra é necessário melhorar o "sistema de limpeza respiratório", a ventilação pulmonar e prevenir ou eliminar o acúmulo de secreções, favorecendo assim, as trocas gasosas, além de manter ou melhorar a mobilidade (movimento) da caixa torácica.

É importante ressaltar que para se atingir resultados positivos faz-se primordial um amplo estudo do quadro patológico apresentado pelo paciente, além de uma criteriosa avaliação das condições clínicas desse indivíduo e do traçado de um plano de tratamento condizente com suas necessidades atuais.



Luan César Ferreira Simões
Fisioterapeuta


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fisioterapia Cardiorrespiratória




Esta especialidade da Fisioterapia tem como enfoque tratar de todos os distúrbios oriundos do sistema respiratório e cardíaco; como por exemplo, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que reúne duas entidades: A Bronquite Crônica (B.C.) e o Enfisema Pulmonar (E.P.). Assim como as doenças de pequenas vias aéreas, Asma, Câncer de pulmão, Hipertensão, dentre outras patologias.
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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Mestre em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE; Especialista em Fisioterapia Cardiorespiratoria; Graduado pelo Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ. Atualmente é professor universitário, foi fisioterapeuta do Centro de Reabilitação da cidade de Araruna - PB e é Delegado do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - Regional 1 na Paraíba. Trabalhou no Núcleo de Acolhida Especial do estado da Paraíba pela SEDH e foi pesquisador voluntário de grupos de pesquisa e estudos em saúde na Universidade Federal da Paraíba - UFPB.

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