sexta-feira, 21 de outubro de 2011

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ESCOLA: O FISIOTERAPEUTA E A EXPERIÊNCIA DO “DESAFIO SAÚDE”.





Luan César Ferreira Simões
Rafaela Gerbasi  Nóbrega
Renatta da Silva Farias



INTRODUÇÃO
            Assim como toda profissão que trabalha junto à comunidade, a fisioterapia também está enquadrada nessa abordagem, atuando nos três níveis de atenção à saúde. A atenção básica à saúde constitui o primeiro nível de atenção, de acordo com o modelo adotado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo esse o primeiro nível de atuação do fisioterapeuta junto aos escolares, englobando um conjunto de ações de caráter individual ou coletivo, que envolve a promoção da saúde e a prevenção de doenças. (BRASIL, 2007).
            Nesse contexto, o fisioterapeuta atuará através de ações preventivas englobando diversos enfoques na perspectiva de promover ações de saúde sob a óptica da cidadania. Desse modo, é pertinente na escola tratar de temas como educação sexual, redução do tabagismo, redução do sedentarismo, mudança nos hábitos alimentares, prevenção de acidentes domiciliares, primeiros socorros, tabagismo, dentre outros. (ÊLMOR, 2009).
A articulação da educação em saúde, com a promoção da saúde nas escolas, requer uma ação pedagógica associada a um movimento dinâmico. Trata-se de uma ação consciente e crítica, direcionada para a constituição de sujeitos sociais, movimentando-se em busca da construção de projetos de liberdade, de autonomia, de participação, enfim, projetos de vida saudável (BRASIL; LEONELLO, L’ABBATE, 2006).             
            Sob este aspecto, as ações de educação em saúde poderão contribuir para que o aluno apreenda as atitudes e habilidades que são articuladas às suas experiências vivenciadas no cotidiano, obtendo uma melhor qualidade de vida e que, uma vez beneficiado, propague seus conhecimentos para que outros da comunidade possam ser contemplados pela fisioterapia de forma indireta. (BRASIL, 2004; LEONELLO, L’ABBATE, 2006; BUSS, 2008).

 OBJETIVOS
            Relatar a experiência do “desafio Saúde” enquanto atividade didático-recreativa, objetivando criar um momento de discussão com os alunos sobre temas de relevância na saúde pública e estimulá-los a tomada de decisão diante das problemáticas.

METODOLOGIA
           Tratou-se de um relato de experiência vivenciado pelos acadêmicos do curso de fisioterapia por ocasião do projeto de extensão universitária intitulado “Educação e Promoção da Saúde no Âmbito Escolar: Uma experiência na Escola Estadual Pedro Lins Vieira de Melo”.
A iniciativa denominada “Desafio Saúde” envolveu uma atividade continuada, em forma de competição, entre as turmas do 6º ao 9º ano, realizada no período de março a junho de 2009 na escola, localizada no bairro de mangabeira, João Pessoa – PB.
Semanalmente, os líderes de cada turma recebiam o “desafio da saúde semanal”, que envolvia problemáticas referentes às formas de prevenção, cuidados e possíveis tratamentos da gripe H1N1 assim como da superlotação de hospitais decorrentes do medo que esta doença causou na população; abordou-se também as doenças decorrentes das enchentes que acometeram o nordeste, a gravidez na adolescência e suas repercussões negativas para a sociedade assim como para a jovem mãe.
Os problemas acompanhavam perguntas norteadoras para que os estudantes formulassem estratégias e soluções para os mesmos, sendo esses resultados apresentados, posteriormente, através de um mini-projeto, cuja exposição ficaria a cargo da criatividade das turmas durante a competição escolar organizada pelos acadêmicos do projeto.
As turmas foram incentivadas à competirem visando o aprendizado, o respeito e a iniciativa social. Cada turma pôde criar um ambiente em sua sala de aula e expor seus trabalhos da forma que julgasse conveniente. Os trabalhos foram avaliados pelos acadêmicos do projeto e ao final da competição os vencedores foram premiados e houve sorteio de brindes para os demais.

RESULTADOS
            Das dez turmas que compunham a escola, sete apresentaram propostas para as atividades sugeridas pelos facilitadores do projeto. As turmas tiveram a iniciativa de convidar profissionais das unidades de saúde do bairro os quais realizaram palestras e distribuíram materiais informativos para os alunos; além disso, algumas turmas também elaboraram coreografias, expuseram filmagens, realizaram dramatizações e apresentaram cartazes informativos sobre os temas abordados. Os problemas foram discutidos separadamente, em cada sala de aula, de acordo com a temática.
Durante o evento finalizou-se também uma campanha de arrecadação de alimentos a serem doados para uma comunidade carente do bairro. A maioria dos alunos participaram desta iniciativa mobilizando a comunidade para ajudar com alimentos não perecíveis.

DISCUSSÃO
            Aquelas equipes que cumpriram com a tarefa, surgiram com estratégias interessantes para as várias situações problematizadas, mostrando, na maioria das vezes, que buscaram informações sobre os temas propostos. Além disso, foram perceptíveis nos projetos as medidas preventivas e promotoras de saúde para a resolução dos problemas, cuja solução sempre reunia atitudes objetivas e simples, contidas na realidade da comunidade.
             Ressalta-se a criatividade dos alunos na organização e preparação das salas de aula que estavam caracterizadas de acordo com as temáticas a serem abordadas, estimulando o momento de aprendizado e discussão.

CONCLUSÃO
            A partir da experiência vivenciada na escola foi constatada a importância do fisioterapeuta na saúde do escolar que poderá lançar mão de estratégias didático-recreativas como o “desafio saúde” para criar na escola um cenário rico de discussão, na perspectiva de construir de forma coletiva, um ambiente onde o diálogo seja a base de uma vida saudável.

 REFERÊNCIAS

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. O SUS de A a Z, 2004. Disponível em: <http://dtr2004.saude.gov.br/susdeaz/topicos/topico_det.php?co_topico=289&letra=A>. Acesso em: 12/05/2008.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Sistema Nacional de Monitoramento da Saúde Escolar,..2007. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/svs/visualizar_texto.cfm?idtxt=21859>. Acesso em: 16/03/2008.

BUSS, P. M. Promoção da saúde e qualidade de vida. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&pid=S1413-81232000000100014&lng=en&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em 27/09/2008.

ELMÔR, M. R. D. Tabagismo sob a ótica da Promoção da Saúde: reflexão do professor sob sua prática. 2009. 193f. Tese (Doutorado em serviços de saúde pública) – Departamento de Prática de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

LEONELLO, V. M; L’ABBATE, S. Educação em Saúde na escola: uma abordagem do currículo e da percepção de alunos de graduação em Pedagogia. Interface - Comunic., Saúde, Educ., v.10, n.19, p.149-66, jan/jun.  2006




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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Mestre em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE; Especialista em Fisioterapia Cardiorespiratoria; Graduado pelo Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ. Atualmente é professor universitário, foi fisioterapeuta do Centro de Reabilitação da cidade de Araruna - PB e é Delegado do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - Regional 1 na Paraíba. Trabalhou no Núcleo de Acolhida Especial do estado da Paraíba pela SEDH e foi pesquisador voluntário de grupos de pesquisa e estudos em saúde na Universidade Federal da Paraíba - UFPB.

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