Antigamente,
concluir a faculdade era sinônimo de emprego certo, de uma carreira promissora,
de dinheiro garantido. Acontece que atualmente o mercado de trabalho tem
exigido cada vez mais capacitação do profissional, tornando-o mais técnico. Após
concluir a universidade muitas dúvidas surgem sobre o mercado de trabalho
paralelo à inúmeras decisões fundamentais que refletirão diretamente no sucesso
profissional. Aquele profissional dedicado procurará aprofundar seus
conhecimentos e lapidar suas habilidades através de cursos de educação
continuada/qualificação/capacitação de curta duração ou ainda trilhando o meio
científico por meio da pós-graduação.
De acordo com o MEC existem dois
tipos de pós-graduação: lato sensu e
stricto sensu. A primeira corresponde a especializações de pelo menos
dezoito meses de duração e podem ser custeadas ou remuneradas. A última
corresponde ao mestrado e doutorado, os quais são remunerados e exigem
dedicação exclusiva durante um período de no mínimo dois anos para a sua
conclusão. Sendo assim, a CNPQ (Coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de
nível superior) não permite que o profissional tenha qualquer vínculo
empregatício.
Geralmente o perfil daqueles que
procuram o mestrado e doutorado tende ao ensino e pesquisa, entretanto, com as
novas exigências do mercado de trabalho, muitos profissionais da área da saúde
estão buscando esses títulos, visando, muitas vezes, melhoria na remuneração,
além da qualificação técnico-científica advinda desses cursos.
Atualmente há um leque de oportunidades e
instituições que oferecem especializações em Fisioterapia vista a relevância da
profissão em todas as áreas de conhecimento em saúde. Grandes universidades
federais normalmente oferecem cursos de mestrado e doutorado (stricto sensu). Para ingressar nessas
universidades é necessário ficar atento ao período de inscrições (normalmente
no fim do ano), apresentar um projeto direcionado a uma determinada linha de
pesquisa, ser submetido a uma prova de idiomas, conhecimentos específicos e participar
de uma entrevista com análise de currículo.
Podem-se
citar grandes universidades de referência em Fisioterapia no nordeste e no
sudeste, tais como a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN),
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal de São
Carlos (UFScar) respectivamente. Ainda a
universidade Estadual de Londrina (UEL) no eixo sul do país.
Com relação às especializações lato sensu, há duas vertentes: as especializações “comuns” (com aulas
teórico-práticas, geralmente ocorrendo quinzenalmente nos finais de semana) oferecidas
por instituições de ensino superior particulares como na Universidade Gamafilho e no Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), e em públicas como a Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP) e Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS)
onde o aluno deve pagar para freqüentar as aulas. Ainda existe um segundo tipo
que são as residências oferecidas por instituições federais onde o profissional
recebe ajuda de custo ou bolsa de estudos. Essas são geralmente conhecidas como
residência em Fisioterapia com abordagem teórico-prática. Pode-se ter como
exemplo a residência multiprofissional integrada em saúde da UFPE e da UNIFESP.
A residência multiprofissional é uma
proposta interessante, pois o fisioterapeuta é incluído como um dos atores fundamentais
no cuidar de pacientes, seja daqueles internados na unidade de terapia
intensiva e/ou daqueles em enfermarias gerais ou específicas do hospital,
juntamente com outros profissionais como médico, enfermeiro, nutricionista, psicólogo,
fonoaudiólogo, etc. Refletindo assim a importância da interatividade de uma
equipe multidisciplinar/interdisciplinar no tratamento dos pacientes internos.
Em João Pessoa há a residência multiprofissional do Hospital Universitário
Lauro Wanderley (HU - UFPB).
Diferentemente das especializações e
do mestrado e doutorado, as residências trazem para os profissionais uma carga
prática excepcional, bem porque os mesmos estão quase que diariamente
integrados na vivência do serviço. Para o mercado de trabalho, esse diferencial
pode ser importante quando considerado os aspectos práticos obtidos por meio da
experiência.
O mercado de trabalho exige uma
demanda profissional cada vez mais capacitada e atualizada. Estar apto para
encarar as dificuldades do meio profissional não é uma tarefa fácil, porém a
educação continuada parece ser o caminho mais viável. Perseverança, dedicação e
força de vontade são ingredientes fundamentais para o sucesso profissional, mas
para que o mesmo ocorra existe uma variedade de outros fatores. É sabido que
apenas uma pós-graduação não irá levar o profissional ao auge de sua carreira,
mas esse pode ser um começo, o primeiro passo para o engrandecimento
curricular, que por si só poderá abrir muitas portas e caberá ao profissional
(preparado) aproveitar esta oportunidade e conquistar o seu lugar ao sol.
“Os perdedores vêem a tempestade, os vencedores vêem
por trás de densas nuvens raios de sol”
Augusto Cury
Dra. Giselle Stephanie Kramer
Albuquerque
Fisioterapeuta
João Pessoa - PB
Graduada em Fisioterapia pelo Centro Universitário de João Pessoa - PB
Cursando especialização Reeducação Postural e Pilates
Atua como instrutora de Pilates em João Pessoa - PB
Supervisão de texto: Luan César Simões
Você não imagina o quanto seu post mexeu com minha vida!
ResponderExcluirSou estudante e estou planejando o que fazer depois da graduação, gostaria muito de entrar numa residência e estava disposta a concorrer aqui na Bahia, apesar de não muito satisfeita.Mas esse texto me iluminou! Sério, olhei o site da UNIFESP e me encantei, foi como um farol a me guiar.
Obrigada mesmo, simples ações como escrever um post podem mudar vidas, e não estou exagerando!
Parabéns pelo belo texto Giselle e espero que ajude muitos fisioterapeutas a buscarem um lugar ao sol tb!!!! Bjos e saudades!!!!
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