terça-feira, 30 de agosto de 2011

Semana Contra o Tabagismo: Os malefícios do cigarro e seus quatro mil venenos.


Após anos de consumo, o tabaco vem perdendo suas características "positivas", e mostrando seu verdadeiro perfil. Hoje não há mais muita dúvida sobre os malefícios do uso de seus derivados para a saúde do fumante e de todos que vivem ao seu redor.

O cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo. Comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em rápida expansão, inclusive entre os mais jovens. O único problema é que seus melhores clientes morrem um a um.

O cigarro é feito de tabaco, erva da família das solanáceas, cujo nome científico é Nicotiana tabacum. Entretanto, até setecentos aditivos químicos talvez entrem nos ingredientes utilizados na fabricação de cigarros, mas a lei permite que os fabricantes guardem a lista em segredo. No entanto, constam entre os ingredientes matais pesados, pesticidas e inseticidas. Alguns são tão tóxicos que é ilegal despejá-los em aterros. Aquela atraente espiral de fumaça está repleta de umas 4.000 substâncias, entre as quais acetona, arsênico, butano, monóxido de carbono e cianido.

O alcatrão é o nome que se dá ao conjunto de substâncias presentes no tabaco e que são absorvidas pelo fumante quando ele acende o cigarro. Ele é responsável pelas manchas na pele, nos dentes e dedos do fumante, além de se depositar nos pulmões, deixando-o com uma coloração castanha escura. Além disso, está relacionado diretamente a cânceres no pulmão, bexiga, vias aéreas e brônquios. Entre os seus compostos são encontrados cerca de 43 substâncias cancerígenas.



Dizer que o cigarro pode provocar muitos males não é exagero, aqui vão algumas destas doenças e/ou problemas:



Muitos tipos de câncer estão associados ao cigarro, como: Boca, garganta, laringe, faringe, estômago, bexiga e o mais mortal deles, o Câncer de Pulmão, além do enfisema Pulmonar, que é uma doença obstrutiva crônica causadora de muitas mortes.

Apenas 6,7% dos casos de câncer de pulmão não estão relacionados ao cigarro, pois 90% ocorrem em fumantes, e 3,3% em fumantes passivos (pessoas que apenas convivem com a fumaça do cigarro).

O cigarro também causa derrames e a trombose, lesando veias e artérias do seu organismo que acabam perdendo a capacidade funcional. Mesmo não levando à morte, este hábito pode causar impotência sexual no homem, complicações maternas e fetais na gravidez, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias, e trombose vascular; podendo culminar com amputação de extremidades e membros inferiores.



A maioria dos fumantes não imagina que as conseqüências do fumo sobre o aparelho circulatório são devastadoras. Ao dar uma tragada, há um imediato aumento dos batimentos cardíacos, elevação da pressão arterial e constrição dos vasos (aperto), o que obriga o coração a exercer maior esforço para bombear o sangue. Com o tempo, eleva-se a probabilidade de desenvolvimento de doenças coronarianas, como angina, infarto, derrame, espasmo, arritmia cardíaca e morte súbita. Não é demais lembrar que quase todas as pessoas com até 35 anos que sofrem infarto são fumantes. 

E só para citarmos mais alguns malefícios temos:
Diabetes, otite, amigdalite, osteoporose, Acidente Vascular Cerebral (AVC), aneurisma da aorta, estomatite, aborto, linfoma, catarata, periodontite, tuberculose, deslocamento precoce da placenta, sinusite, entre outras.

As conseqüências do tabagismo não aparecem tão rapidamente a ponto de você temê-las de imediato. Você pode ignorar o mal que o cigarro faz ao corpo e seguir fumando sem perceber que está se matando aos poucos.

Quando a mulher fuma durante a gravidez, além do risco aumentado de deslocamento precoce da placenta, ainda temos o de aborto prematuro, do bebê nascer com peso e altura inferiores ao normal, de natimortalidade (nascer morto) e de vir a morrer repentinantemente nos primeiros meses de vida (morte súbita infantil). Podem também ocorrer defeitos congênitos (físicos).

A menopausa precoce é mais frequente nas mulheres fumantes. Estas quando associam fumo com a pílula anticoncepcional têm o risco aumentado de 700% de sofrer infarto do coração e acidente vascular cerebral. O tabagismo nas mulheres também aumenta o risco de contrair câncer do colo do útero e da mama.

Além do mais, o fumo faz mal à pele, deixa as unhas e os dentes amarelados. Além disso, o fumante fica fedendo a cigarro o dia todo. Quem gosta de ficar ao lado de um fumante?

O fumo e seus derivados fazem parte do grupo de drogas consideradas de alta periculosidade a saúde humana. Vidas são tragadas pelos malefícios do fumo a cada minuto. Não restam dúvidas que o cigarro só traz malefícios à saúde e ao convívio social. O cigarro é uma droga e deve ser combatido por todos nós diariamente na nossa casa, no ambiente de trabalho e até mesmo nos momentos de lazer. Um dos Cânceres da sociedade atende pelo nome de cigarro/fumo/tabaco, leva uma satisfação momentânea e causa um dos vícios mais perigosos causador da morte.

Agora que você entendeu um pouco mais sobre as substâncias tóxicas contidas no cigarro e suas repercussões no organismo, que tal repassar essa mensagem?

Luan César Simões
Fisioterapeuta


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Semana Contra o Tabagismo: Os números do cigarro e o marketing, viés da morte!

Durante toda essa semana estaremos com uma campanha educacional por meio de matérias especiais contra o tabagismo (cigarro), visando fazer com que a população (fumante ou não) entenda os riscos e toda a problemática que envolve esse tema, bem porque é de extrema importância que conscientizemos aqueles que ainda se submetem a este vício e, muitas vezes, de forma indiscriminada, coloca a saúde dos outros em risco. Junte-se à nós e faça parte dessa campanha em prol de uma vida mais saudável livre do tabaco!



O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas sejam fumantes.

O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos)

A promoção e o marketing de produtos derivados do tabaco junto ao público jovem são essenciais para que a indústria do fumo consiga manter e expandir suas vendas. O tabaco é a segunda droga mais consumida entre os jovens, no mundo e no Brasil, e isso se deve às facilidades e estímulos para obtenção do produto, entre eles o baixo custo. A isto somam-se a promoção e publicidade, que associam o tabaco às imagens de beleza, sucesso, liberdade, poder, inteligência e outros atributos desejados especialmente pelos jovens. A divulgação dessas idéias ao longo dos anos, e o desconhecimento dos graves prejuízos causados à saúde pelo tabaco, tornou o hábito de fumar um comportamento socialmente aceitável. A prova disso é que 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos de idade. Seduzir os jovens faz parte de uma estratégia adotada por todas as companhias de tabaco visando substituir os que deixam de fumar ou morrem, por outros consumidores que serão aqueles regulares de amanhã.

Um dos principais objetivos da indústria do cigarro é fazer as pessoas acreditarem que fumar é uma decisão individual, o que funciona muito bem com os jovens de que fumando, eles vão ser mais sensuais, interessantes e aceitos. Você não acredita que isso é uma estratégia? Então leia o que diz um memorando dirigido ao vice-presidente de uma conhecida fábrica de cigarros:

"A marca Camel precisa aumentar sua penetração no grupo de 14-24 anos, que tem valores mais liberais e representa o mercado de cigarros amanhã."
Memorando de 1975 para C. A. Tucker, vice presidente de Marketing da R. J. Reynolds

Essas estratégias funcionam de forma favorável aos interesses econômicos da indústria do tabaco. São estratégias contraditórias, pois estimulam o interesse dos jovens para fumar, aumentam o consumo neste segmento e beneficiam o setor tabageiro. O Estudo Global do Tabagismo entre os Jovens, realizado pela OMS em 46 países, revelou um quadro alarmante de dependência prematura. Em algumas áreas da Polônia, de Zimbábue e da China, crianças de 10 anos de idade já estão dependentes do tabaco. Os adolescentes globalizados em Nova Iorque, Lagos e Pequim são vistos como alvos fáceis pelas multinacionais do tabaco. Tendo em vista que as marcas globais são veiculadas na propaganda como um estilo de vida a ser almejado, elas tendem a ser consumidas em larga escala, levando metade de seus usuários habituais à morte. 

No entanto, apesar de todas as estratégias da indústria tabageira e a falta de compromisso com a saúde, tem prevalecido o bom senso da população, e as pesquisas têm demonstrado isso de através de dados como:
- No Brasil este mesmo estudo foi realizado nos anos de 2002 e 2003 entre escolares de 12 capitais brasileiras e encontrou uma prevalência de experimentação variando de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no sexo feminino, entre as cidades. 
- Atualmente, de acordo com o mesmo estudo brasileiro, a prevalência de escolares fumantes variou de 11 a 27% no sexo masculino e 9 a 24% no feminino.

O sentimento de liberdade é falso e enganador. Estar com um cigarro entre os dedos não vai te dar mais status ou demonstrar o quanto você é independente, muito pelo contrário, só vai enfatizar toda a sua fraqueza e instabilidade emocional diante da sociedade.

Agora que você já conhece um pouco da estratégia da indústria do cigarro, não se deixe seduzir pelas belas imagens dos comerciais e dos anúncios. Fumar não deixa ninguém mais bonito ou interessante. A verdade é bem outra: cigarro é droga, causa dependência e mata!



Luan César Simões
Fisioterapeuta

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A Saúde do Brasil na fila de espera


          
           Às vezes costumamos dizer que saúde não tem preço, que ela deve estar acima de tudo, “saúde e paz, o resto a gente corre atrás”, “saúde é o que interessa e o resto não tem pressa!”. A saúde está em todos os nossos desejos, desde as felicitações de aniversário até os votos de final de ano. A temos “garantida” no artigo 196 da Constituição Federal desde 1988, quando esta afirma que a saúde é “Direito de todos, dever do Estado”. 


            O artigo de luxo chamado Saúde está em todos os lugares, confirmando-nos a sua fácil acessibilidade e deparando-nos com sua imensa fragilidade. Sim, dispomos de um serviço completo, cheio de falhas, farsas e desvios. Este é o nosso Sistema Único de Saúde; Sistema porque é imenso, Único porque o pobre só o tem para recorrer, e de Saúde (...). É, confesso que ainda não consegui descobrir o verdadeiro significado. 
          
A Saúde está morrendo a cada dia nas filas de hospitais, nas 10 fichas de atendimento dos PSFs, na sala de espera para a mamografia, na ausência de profissionais, na demorada cirurgia de urgência, na falta de organização, nas péssimas condições salariais e de trabalhos dos profissionais, no descaso da UTI, na maca no corredor (...), em todo lugar. A saúde, assim como nós, detentores da mesma, estamos à beira do fim. O Sistema está perto do colapso.

           Os investimentos podem ser enormes, os gastos são estratosféricos; mas do que adianta investir mal e gastar sem planejamento? Falta foco, carinho e dedicação dos governantes e classe política. De promessas o povo já está saturado. Entendam que enquanto não tratarem a nossa saúde com dignidade, a teremos sempre enferma, longe do básico, da população e da constituição!
              
Luan César Simões
Fisioterapeuta – 142222-F


Sobrevivente de Realengo contraria médicos e ensaia primeiros movimentos





Ela foi a última estudante a receber alta no hospital, dia 14 de junho, após a tragédia na escola Tasso da Silveira, em Realengo, zona norte do Rio de Janeiro, que ocorreu em 7 de abril. Foram quase dois meses e meio de internação no hospital estadual Adão Pereira Nunes com um período de coma induzido e 12 dias no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Hoje, depois de um mês e meio em casa, Thayane Tavares Monteiro, de 14 anos, anda de cadeira de rodas mas contraria a expectativa de muitos médicos de que não voltaria mais a andar.

Com intenso trabalho de fisioterapia, seis vezes por semana com profissionais no Into e com fisioterapia em casa, Thayane, que recém completou 14 anos dia 25 de julho, já consegue mexer os dedinhos do pé, e começa a ter algum movimento suave nas pernas. Ela afirma ter alguma sensibilidade em partes da perna.

“Quanto mais eu faço fisioterapia, mais evolução eu tenho. Faz umas três semanas numa fisioterapia que comecei a mexer os dedinhos. Na medida do possível eu estou bem. É ótimo estar em casa de novo, mas tem vezes que dá vontade de falar ‘ai desisto’. Parece que não vou conseguir andar nunca. Quando eu estou pra baixo, fico irritada, não quero falar com ninguém. Eu penso ‘ai que inferno a minha vida, queria morrer’”, desabafa Thayane.

O momento mais difícil para a adolescente que sonhava ser atleta foi saber que não sairia do hospital andando. “Eu não estava sentindo mais as minhas pernas. Os médicos fizeram uma tomografia e falaram que já era, não voltava mais. ‘Você não tem mais chance de voltar a andar’. Eu chorei tanto. Ele (o médico) disse que em cinco degraus, se eu subisse um seria muito”, disse ao UOL Notícias.


Mas a determinação e a vontade da adolescente de voltar a andar e retomar a sua rotina de ir a pé para a escola de manhã, frequentar o projeto de atletismo para crianças e adolescentes no Instituto Ideal Brasil em Sulacap, e iniciar o curso de inglês é o que tem motivado Thayane.

Nesta quarta-feira (27), ela viveu um momento emocionante, com a ajuda do fisioterapeuta, conseguiu ficar em pé com as talas amarradas às suas pernas que a sustentavam.

“Hoje foi a primeira vez que fiquei em pé. A sensação foi como se a qualquer momento eu fosse levantar e andar. Colocaram uma tala e me deixam em pé na prancha me segurando. Dói muito, é o peso do tronco na perna. Eu perdi toda a força na perna, dói o quadril, chorei muito hoje”, contou. Mas apesar do esforço e das dores, diz ter sido um momento especial.

(...)

Fabíola Ortiz
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro


Matéria retirada do site da UOL, dia 28/07/2011

O papel da Fisioterapia na luta contra o câncer




Há alguns anos, a principal preocupação da equipe médica em relação ao câncer era a sobrevivência dos pacientes. Atualmente, o foco do tratamento mudou, passando a ser principalmente a qualidade de vida que ele vai ter durante e após o tratamento oncológico.
Em todos estes pacientes, o câncer e sua intervenção terapêutica necessária muitas vezes produzem significativa perda funcional permanente ou a longo prazo, requerendo reabilitação para retorno do indivíduo à independência funcional e para melhorar a sua qualidade de vida.
A fisioterapia oncológica é um dos procedimentos que estão sendo adotados nesse sentido, tanto após uma cirurgia de câncer como também durante todo o tratamento. Esse recurso pode ser utilizado em todos os casos, como nos de câncer de mama, tumores de cabeça e pescoço, além dos relacionados ao sistema músculo-esquelético.
A fisioterapia em oncologia é uma especialidade que tem como objetivo preservar, manter, desenvolver e restaurar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas do paciente, assim como prevenir os distúrbios causados pelo tratamento oncológico.
Muitas vezes, a fisioterapia começa no período pré-operatório. O cirurgião encaminha o paciente ao fisioterapeuta especializado para que seja feita uma preparação pulmonar, o que vai facilitar no transcorrer da recuperação pós-cirúrgica. Esse tipo de procedimento pode ocorrer, por exemplo, nos casos de tumores de cabeça e pescoço, pulmão, cirurgia abdominal alta e em pacientes com idade avançada ou ainda com história de tabagismo e sobrepeso, fatores que aumentam o risco pós-operatório.
A Fisioterapia pode ser fundamental no tratamento do paciente com diagnóstico de câncer ao oferecer acompanhamento às diversas alterações que podem ocorrer, mesmo diante de muitos comprometimentos que se apresentam, como: edema de membros, alterações musculares, constipação, alterações neurológicas, alterações respiratórias, dores musculares por disfunções posturais, dores teciduais e cicatriciais e dores tendinosas e articulares, alterações ósseas, alterações circulatórias (flebites, linfangites, alterações linfáticas), alterações vasculares em membro superior após aplicação da quimioterapia.
Fisioterapia em oncologia é uma especialidade da fisioterapia. Assim, o foco do tratamento do paciente com câncer deixa de ser somente a cura e controle da doença, e passa a participa ativamente da manutenção da qualidade de vida do doente, tanto no pré, durante, como no pós-operatório e nos tratamentos de quimioterapia e radioterapia.
O tratamento fisioterapêutico nas fases de quimioterapia e radioterapia em geral é feito nos casos dos tumores de cabeça e pescoço, nos quais a pessoa passa a respirar por um orifício no qual o ar não é previamente filtrado nem aquecido, o que causa o acúmulo de secreção e conseqüente dificuldade do paciente expectorar. Nessa situação, a fisioterapia tem o objetivo de melhorar a condição funcional respiratória e evitar distúrbios pulmonares como, por exemplo, pneumonias.
No caso do câncer de mama, o grande problema é o esvaziamento ganglionar, ou seja, a retirada dos gânglios linfáticos existentes na axila. Isso dificulta na movimentação do braço, principalmente nos movimentos de abertura lateral. O tratamento auxilia na recuperação e na prevenção dos distúrbios linfáticos.
Dentre os procedimentos fisioterapêuticos que podem ser empregados na Fisioterapia Oncológica, destacamos: a drenagem linfática manual, exercícios ativos, passivos, alongamentos e resistidos conforme cada alteração muscular que se apresenta, exercícios respiratórios para melhor funcionamento diafragmático, pulmonar e higiene bronquica, treino de marcha, equilíbrio e para outras disfunções neurológicas, reeducação postural (método de cadeias musculares), orientações a familiares e cuidadores, readaptação domiciliar com o intuito de facilitar o deslocamento, readaptação ocupacional, caso haja necessidade.
As indicações para assistência fisioterapêutica são determinadas pelas disfunções causadas pelo tumor no paciente, assim como pelos tipos de tratamento adotados.
Diversos tipos de quimioterápicos podem causar neuropatias periféricas, fibrose pulmonar e miocardiopatias. O uso prolongado de corticóides pode resultar em quadros de miopatia e osteoporose.
A cirurgia visa não apenas a remoção do tumor, mas também dos tecidos sadios adjacentes, a fim de evitar a permanência de doença residual macro ou microscópica. Tal fato acarreta seqüelas sensitivas, motoras, vasculares e respiratórias, dependendo da área afetada.
A assistência fisioterapêutica ao paciente oncológico tem início no pré-operatório, visando o preparo para o procedimento e redução de complicações. Durante o período de internação o enfoque é global, prevenindo, minimizando e tratando complicações respiratórias, motoras e circulatórias. A dor é uma das principais e mais freqüentes queixas do paciente oncológico, devendo por isto ser valorizada, controlada e tratada em todas as etapas da doença. As diversas técnicas para analgesia são um ponto forte da Fisioterapia em Oncologia.
A fisioterapia tem uma atuação fundamental dentro da oncologia. A preocupação dela não é focal, mas sistêmica. Ou seja, não se preocupa apenas com o local afetado pelo câncer, mas com a repercussão do problema em todo o organismo da pessoa, além da sua auto-estima e qualidade de vida.

O principal objetivo da fisioterapia em oncológia é mostrar ao paciente a necessidade de retomar as atividades diárias dando-lhes as melhores condições para isto, assim proporcionando-lhes qualidade de vida, independente de tratamento ou sequelas.

Dra. Kellem Juliana dos Santos Catão
Fisioterapeuta especializada em oncologia.
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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Mestre em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE; Especialista em Fisioterapia Cardiorespiratoria; Graduado pelo Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ. Atualmente é professor universitário, foi fisioterapeuta do Centro de Reabilitação da cidade de Araruna - PB e é Delegado do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - Regional 1 na Paraíba. Trabalhou no Núcleo de Acolhida Especial do estado da Paraíba pela SEDH e foi pesquisador voluntário de grupos de pesquisa e estudos em saúde na Universidade Federal da Paraíba - UFPB.

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